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Se um aluno conclui o 12.º ano e supera os exames nacionais, mas não tem competências mínimas para a faculdade, o problema não é do aluno: é da escola que o deixou chegar ali.
Não queria alguém a tomar-lhe o volante, o comando da viagem da sua vida, queria antes um violino, a música, a banda sonora, a beleza.
Algumas destas ferramentas podem ser úteis, mas a sua adoção tem de seguir as lógicas da pedagogia, não as lógicas do mercado.
Ataques no Mar Vermelho mostram que o controlo já não depende de presença militar, mas da capacidade de perturbar. A guerra híbrida está a redefinir o poder marítimo global.
O ensino público necessita de reformas e financiamento que permitam encurtar as distâncias entre os filhos de fábricas e os de engenheiros, juntando pessoas de todas as condições socioeconómicas.
Numa escola que afirma querer formar cidadãos críticos e participativos, torna-se profundamente contraditório secundarizar Saramago cuja obra constitui, em si mesma, um exercício de pensamento.
Tal como os etíopes, os ocidentais também se tornaram grandes apreciadores e bebedores de café. Contudo, nas nossas sociedades, o consumo da bebida tem contornos simbólicos muito diferentes.
Este país vive de símbolos: o chá das 5, as filas, a coroa. E quando um símbolo cai não põe apenas a instituição em causa, mas milhões de almas cujas vidas foram passadas na órbita destas estrelas.
O algoritmo alimenta-se da nossa raiva. Quando o caos noticioso nos tira o discernimento, a extrema-direita aproveita o nosso medo para nos manipular e fechar numa bolha. Temos de a furar.
Quando o poder político se senta demasiadas vezes à mesa com interesses particulares raramente estamos perante mera cordialidade institucional. Há quase sempre uma assimetria, uma vantagem futura.
Estamos a transitar para uma democracia que se despede da sua função deliberativa em virtude de uma outra, performativa. Os deputados estão mais preocupados em dar bons edits para as redes.
O caso do Secret Story não é único. Todas as Evas precisam de alguém de quem depender. Alguém que alimenta a dependência, directa ou indirectamente, e as faz acreditar que não se segurarão sozinhas.
Falar directamente com o homem parecia-lhe imprudente. Estava do lado da janela e sentia-se emparedada, sem saber com que tipo de criatura estaria a lidar: agressivo ou um voyeur indiscreto?
Um café de bairro fecha se o alvará não estiver em dia. Um burlão com colarinho digital consegue delapidar as poupanças de uma família no Instagram e o processo arrasta-se anos.
Esta substituição não resulta de uma ambição institucional das associações. Resulta, antes, de uma falha estrutural das entidades que deveriam assegurar respostas básicas aos estudantes.
A receptividade da Comissão Europeia demonstra que a Defesa é reconhecida como uma área estratégica para a construção de uma Europa mais resiliente e tecnologicamente mais autónoma.
O novo paradigma que assim se anuncia requer instituições capazes de promover as virtudes da cooperação, a única garantia efetiva de que os excessos da própria competição não serão normalizados.
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