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A Assembleia Nacional francesa revogou oficialmente o Code noir, um texto do século XVII que regulava a escravatura nas colónias francesas e equiparava um ser humano a um bem móvel.
Para a historiadora Maria Helena Machado, a Lei Áurea de 13 de Maio de 1888 “legitima um fim que já tinha acontecido socialmente”. A abolição da escravidão, defende, foi mérito dos próprios escravos.
Leão também expressa preocupação com a possibilidade de os líderes iniciarem guerras para distrair os cidadãos das questões internas.
Estudo sobre a domesticação do algodão centrou-se na espécie Gossypium hirsutum, responsável hoje por 90% da produção mundial desta cultura. A domesticação ocorreu na península do Iucatão.
Trata-se de uma obra corajosa, que desempenha um papel importante ao inscrever no imaginário social uma realidade quotidiana daqueles que laboram no Tejo em condições sub-humanas.
De Saramago aos museus do 25 de Abril e dos Descobrimentos, os portugueses, ou antes, as autoridades não saem bem desta história.
Filho de escravos, Boubacar Ould Messaoud tornou-se o principal rosto da luta contra a escravatura na sua Mauritânia natal. Várias vezes preso, nunca desistiu de lutar. Até ao fim.
Qual mensagem Portugal, França, Reino Unido, Países Baixos e Bélgica, maiores agentes do tráfico de africanos escravizados, passam ao se absterem de declarar este como o maior crime da humanidade?
O fim legal da escravidão não desfez desigualdades estruturais. O racismo construiu o próprio discurso e modelou a identidade de nações, reforçando a marginalização socioeconômica da população negra.
Portugal foi fundador e beneficiário central do sistema esclavagista e continua a praticar um apagamento persistente dessa história, enquanto a celebra como parte da sua identidade nacional.
O país que “inaugurou” o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas, o império responsável pelo tráfico de mais de 4,5 milhões de seres humanos, continua a tentar passar entre os pingos da chuva.
Embarcação portuguesa fazia parte do comércio transatlântico de escravizados. Restituição, garante o museu que expôs este pedaço de madeira com 15 quilos, nada tem a ver com a pressão da Casa Branca.
Com uma vida dedicada à história africana e às suas representações visuais antes, durante e após os tempos coloniais, Patricia Hayes diz que a exposição sobre José Veloso de Castro deve ser debatida.
As mulheres eram obrigadas a trabalhar “24 horas por dia, sete dias por semana, sem liberdade de movimentos e sem possibilidade de recusar qualquer cliente”, diz a polícia.
Esta exposição demonstra que o Brasil não pode estar sujeito a uma representação única, estabilizada e sem tensões — muito pelo contrário!
Precisamos de escravos humanos reais — só que agora chamamos-lhes “ilegais”, “irregulares”, enquanto pretendemos que são eles os invasores.
Rei dos Países Baixos visita o território que já foi colonizado pelos holandeses e garantiu não “fugir” ao tema da escravatura. Esta é a primeira visita real ao Suriname em quase cinco décadas.
Historiadora Olivette Otele fala sobre racismo e do risco de a maioria silenciosa se tornar cúmplice da extrema-direita. Esteve no ICS a falar sobre africanos europeus.
Percursos são revelados por análise de base com dados de 36,1 mil viagens do tráfico negreiro. Falta de informação individualizada leva brasileiros a recorrer a exame de DNA para descobrir origem.
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