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De Saramago aos museus do 25 de Abril e dos Descobrimentos, os portugueses, ou antes, as autoridades não saem bem desta história.
Filho de escravos, Boubacar Ould Messaoud tornou-se o principal rosto da luta contra a escravatura na sua Mauritânia natal. Várias vezes preso, nunca desistiu de lutar. Até ao fim.
Qual mensagem Portugal, França, Reino Unido, Países Baixos e Bélgica, maiores agentes do tráfico de africanos escravizados, passam ao se absterem de declarar este como o maior crime da humanidade?
O fim legal da escravidão não desfez desigualdades estruturais. O racismo construiu o próprio discurso e modelou a identidade de nações, reforçando a marginalização socioeconômica da população negra.
Portugal foi fundador e beneficiário central do sistema esclavagista e continua a praticar um apagamento persistente dessa história, enquanto a celebra como parte da sua identidade nacional.
O país que “inaugurou” o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas, o império responsável pelo tráfico de mais de 4,5 milhões de seres humanos, continua a tentar passar entre os pingos da chuva.
Embarcação portuguesa fazia parte do comércio transatlântico de escravizados. Restituição, garante o museu que expôs este pedaço de madeira com 15 quilos, nada tem a ver com a pressão da Casa Branca.
Com uma vida dedicada à história africana e às suas representações visuais antes, durante e após os tempos coloniais, Patricia Hayes diz que a exposição sobre José Veloso de Castro deve ser debatida.
As mulheres eram obrigadas a trabalhar “24 horas por dia, sete dias por semana, sem liberdade de movimentos e sem possibilidade de recusar qualquer cliente”, diz a polícia.
Esta exposição demonstra que o Brasil não pode estar sujeito a uma representação única, estabilizada e sem tensões — muito pelo contrário!
Precisamos de escravos humanos reais — só que agora chamamos-lhes “ilegais”, “irregulares”, enquanto pretendemos que são eles os invasores.
Rei dos Países Baixos visita o território que já foi colonizado pelos holandeses e garantiu não “fugir” ao tema da escravatura. Esta é a primeira visita real ao Suriname em quase cinco décadas.
Historiadora Olivette Otele fala sobre racismo e do risco de a maioria silenciosa se tornar cúmplice da extrema-direita. Esteve no ICS a falar sobre africanos europeus.
Percursos são revelados por análise de base com dados de 36,1 mil viagens do tráfico negreiro. Falta de informação individualizada leva brasileiros a recorrer a exame de DNA para descobrir origem.
Praticamente todos os países que têm fronteiras em linha recta são criações europeias do final do século XIX.
Startup brasileira pretende levar para o mercado português a prática de criar roteiros e experiências que recuperem a memória da população escravizada. Objetivo é abrir escritório em Lisboa.
Lagos mantém e vive ainda muito toda a mitologia dos Descobrimentos, herdada do Estado Novo. As mais recentes iniciativas em torno do seu Mercado de Escravos abriram uma caixa de Pandora.
Medida decorre de um decreto presidencial de Março que ordena a supressão de informação que “menospreze” aqueles que a Casa Branca considera os “americanos históricos”: a população branca cristã.
Talvez devêssemos definir a data da prisão de Jair Bolsonaro como o novo dia a ser celebrada a independência do Brasil.
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