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Jornalista
Uma sentença que conduza a uma perda de mandato ou à inelegibilidade de um político só deveria ser tomada em casos de gravidade extrema.
Na entrevista à CNN não houve autocrítica nenhuma. Boaventura preferiu usar em si próprio a matriz do seu programa epistemológico.
Durante a digressão americana de 1982, os Van Halen exigiam que cada camarim tivesse uma taça cheia de chocolates M&M’s. Com esta originalidade: não podia haver um único de cor castanha.
Esqueçam a campanha sobre “políticas”. A não ser que o PS tenha descoberto novas políticas nos últimos 15 dias, os eleitores ainda se lembram das suas velhas políticas nos últimos dez anos.
Quando no domingo o sol se pôs na Madeira, começou a brilhar com especial intensidade em Espinho. Montenegro apressou-se a nacionalizar a vitória, e não admira.
Mais uma vez, temos a equipa do primeiro-ministro obcecada com a gestão da informação, a escolher o que mostra, o que esconde e aquilo a que responde.
A justiça de Sócrates funciona assim: acata-se quando decide a seu favor; despreza-se quando decide contra si.
Em resposta ao Expresso, Luís Montenegro decidiu mais uma vez não ser claro e frontal (entregou o raio do dossier ou não?)
Os partidos políticos portugueses têm uma cultura de rebanho tão entrincheirada que preferem atirar-se juntos para o precipício em vez de mudar de pastor.
Sem uma dose razoável de idealismo, a vida torna-se insuportável. Os cínicos não são lúcidos. São apenas infelizes.
Aquilo que temos na prática é um primeiro-ministro a ser pago por empresas privadas no exercício do cargo. Isto vai muito para além dos conflitos de interesses. É mesmo um enorme escândalo nacional.
O escrutínio da treta consiste em transformar a lei dos solos na posição de missionário do conflito de interesses — salta-se para cima do assunto sempre da mesma forma, sem atenção às especificidades.
Que haja tanta gente a ficar convencida com explicações tão pífias diz muito acerca da credulidade do povo português e da falta de noção dos níveis de transparência exigidos a um primeiro-ministro.
Luís Montenegro explicou muito pouco, e preferiu utilizar a táctica velha e relha de carregar na indignação para evitar esclarecimentos detalhados.
Luís Montenegro e os seus negócios particulares devem ser intensamente escrutinados, pela simples razão de que ninguém quer regressar à tragédia dos primeiros-ministros a braços com a justiça.
Quem souber ler nas entrelinhas percebe que Marcelo não gostou da remodelação, nem dos nomes que lhe foram apresentados.
Chegada a hora de encontrar um substituto para Hernâni Dias, a dose de conflitos de interesses foi redobrada, desta vez com o envolvimento do próprio primeiro-ministro.
Não falta absolutamente nada a António Vitorino, excepto isto: uma distância higiénica do poder económico e dos grupos de influência que dominam os bastidores dos grandes negócios com o Estado.
Seguro é um dos raríssimos socialistas que não quiseram ter nada que ver nem com Sócrates nem com Costa. Logo, é um perigo.
É perfeitamente possível – atrevo-me até a dizer que é uma especialidade nacional – combater alegados corruptos sem tocar na cultura de corrupção.
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