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Directora-adjunta
Uma explicação para esta insistência pode estar no interesse que o PSD tenha em manter ligação ao Chega, depois do revés na lei laboral e da aprovação da Prestação Social Única com a ajuda do PS.
A Prestação Social Única volta a ser aquilo que sempre devia ter sido: a fusão de prestações sociais numa só. Ponto. Sem marcas ideológicas, sem distracções.
Há aqui uma sensação de década perdida na qual os britânicos viram frustradas as suas expectativas de um futuro melhor.
No total dos últimos quatro anos, o tribunal devolveu 2694 processos, porque a lei não obrigava a visto prévio. A justificação para o elevado número pode estar relacionada com a segurança jurídica.
O Governo argumenta que o TdC chumba uma ínfima parte dos contratos públicos, mas o tribunal sustenta que é o trabalho de casa feito que permite uma percentagem tão baixa de recusas de visto prévio.
O Governo não devolveu aos portugueses o melhor resultado conseguido até agora, quando o rendimento per capita equivalia a 85% da média da União Europeia. No início do milénio.
Portugal rompeu tecto de evolução da despesa líquida, mas excedente orçamental evitou advertência por abertura de procedimento.
Se a OCDE acertar, Portugal registará um abrandamento face ao ano anterior, quando o PIB aumentou 1,9% e voltará a registar uma desaceleração em 2027 quando a economia crescerá 1,7%.
Num passado muito recente os devedores viram as suas prestações passarem largamente aqueles limites das letras pequeninas. É preciso evitar que os novos devedores repitam erros do passado.
Montenegro tem sido criticado por não apresentar reformas. Desta vez, apresentou uma candidata a reforma, mas não resistiu a contaminá-la com detalhes ideológicos e a arriscar comprometer um activo.
O Governo não deve desistir de uma mudança como a lei do TdC, mas deve proteger a lei e não deixar que possa ver a luz do dia sem os meios necessários para que possa fazer prova de vida.
Se as novas regras para os tarefeiros impedirem o caos que o Verão tem representado para as escalas dos hospitais, será um ponto forte a favor da ministra.
Ajudaria que o Governo fizesse um esforço pedagógico e explicasse à opinião pública, mais detalhadamente, que as soluções que a economia precisa não põem em perigo os trabalhadores.
Os alertas sobre apoios públicos aprovados por este e por governos anteriores, e propostos pela oposição, passam despercebidos enquanto as contas públicas estiverem bem. Mas não devem ser ignorados.
A poucos dias do fim, o relatório do PRR traz uma inquietação pelo que correu menos bem e a sensação de que o esforço, embora positivo, pode não ter sido sempre suficiente para transformar Portugal.
Apesar das boas notícias, nem tudo está perfeito. Um estudo revelou uma penalização salarial de 25% para os trabalhadores sobrequalificados na função que desempenham.
O acordo favorece a UGT, que assim se mantém influente. Claro que não a todo o custo, mas Palma Ramalho pediu à UGT que apresentasse uma proposta a dizer “o que é que quer e como quer exactamente”.
Nos últimos anos, houve progressos e vontade política em depender menos de combustíveis fósseis. Mas os avanços não nos salvaram desta crise. O mundo ainda é petróleo-dependente.
É positivo que menos enfermeiros pensem em partir, quando o SNS precisa de dar resposta a mais pessoas e a uma população envelhecida. Faltaria agora terminar o garrote às contratações.
A acusação do Ministério Público é a seguinte: quatro arguidos, influenciadores, vão ser julgados por violação agravada de menor e partilha de vídeos nas redes sociais. O caso aconteceu em Loures.
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