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Director
Os números dão uma ideia de rigor e precisão, deveriam ser usados para nortear decisões, mas nas mãos dos políticos são também uma excelente ferramenta para manipulação.
No dia em que Portugal comemora os 50 anos do subsídio de desemprego é importante enaltecê-lo também como património de liberdade.
Em vez de optar pela discussão política, que deve ser o meio primordial de combate ao Chega, o primeiro-ministro optou por judicializar a política.
O resultado da Madeira só vem reforçar a importância da decisiva batalha que se trava para convencer os eleitores de que a culpa da crise política é do outro.
Os lobos andam aí e, mesmo nesse refúgio de direitos que é a Europa, os sinais são preocupantes.
Há desorientação por parte do PSD, mas há, acima de tudo, uma enorme vontade de conseguir que a oposição, especialmente o PS, fique com o ónus da crise.
Queremos imigrantes. Não é uma pergunta, é uma afirmação subscrita pelos dois maiores partidos portugueses. Se é assim, temos de ser capazes de os acolher de forma correcta.
O Presidente da República é um dos óbvios derrotados desta crise, que nunca desejou, mesmo que no passado algumas das suas acções possam ter contribuído para o clima em que ela medrou.
Com uma história feita de muitas raízes, falada em vários sabores, a língua portuguesa é um dos maiores recursos naturais que possuímos.
O primeiro-ministro chutou a bola para frente, iniciando um processo de vitimização que deverá culminar com a apresentação de uma moção de confiança pelo próprio executivo.
Perante o que se viu na sexta-feira no encontro entre Trump e Zelensky na Casa Branca, todos precisamos de ser corajosos.
Entontecido pelas “casas e casinhas”, embrulhado na “lei dos solos”, com ministros que parecem estar a prazo, o executivo passa por uma fase de apagamento que começa a ser penosa.
Nas primeiras eleições europeias depois do choque de Trump, os partidos tradicionais continuam a ter uma sustentada maioria.
A ameaça não está nos casos que Ventura “denuncia”, mas na suspeição generalizada que levanta sobre a classe política.
O mundo precisa de se preparar para todo o mal que o Presidente norte-americano vai criar, mas também deve saber aproveitar as oportunidades que mesmo um celerado como Trump pode abrir.
Cada vez menos ligados à sociedade, à troca de ideias, ao interesse público, os partidos debilitam-se quando a máquina fica entregue a quem se quer servir em vez de servir.
Só nos resta suspirar de alívio por, pelo menos no tema da criminalidade, ainda sermos mais Canadá do que Estados Unidos.
Os partidos do centro têm a obrigação de abordar a questão da imigração perante o risco de deixar a conversa dominada pela direita radical, com a xenofobia e o racismo que lhe são próprios.
Não tardaremos muito a perceber se o Presidente norte-americano está só a “esticar a corda” ou se os EUA entraram na era da autocracia.
O problema dos moralistas é verem-se poucas vezes ao espelho. Se o fizessem mais vezes, não bateriam com tanta força no peito.
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