Comecei por desenhar sem mapa, ou talvez com demasiados. Entre a incerteza e a curiosidade, fui traçando um percurso onde criar e representar sempre foram bússola.
Estudar artes foi o primeiro território: um lugar de perguntas mais do que respostas, onde nasceram ambições. Em 2005, licenciei-me em Design, nas Caldas da Rainha. Mais tarde, em Bergen, na Noruega, ao desenhar mapas e sistemas de orientação para montanhas, descobri que a informação também pode ser paisagem — e que contar histórias visuais é, no fundo, uma forma de orientar o olhar.
Trabalhei como designer e produtora, até aprofundar essa linguagem no mestrado em Audiovisual e Multimédia, na Escola Superior de Comunicação Social. Foi aí que entrei no ecossistema do jornalismo digital, com um estágio no Público Online, seguido pela infografia no Diário de Notícias.
Em 2011, regressei ao PÚBLICO, onde continuo a explorar o cruzamento entre design, jornalismo e visualização de informação, um território híbrido onde os dados ganham forma e narrativa.
Interesso-me pelo orgânico e pelo artificial, pelo evidente e pelo enigmático. Navego entre sistemas, imagens e ideias, com um pé na realidade e outro na abstração.
Trabalho naquilo que me move. E continuo à procura: novos mapas, novas formas de ver — talvez, um dia, cartografar o desconhecido.