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Psicóloga clínica com especialidade avançada em Psicoterapia, pela Ordem dos Psicólogos Portugueses e directora do Psiquilibrios, em Braga
Os seres humanos precisam de sentir controlo e esta situação de crise causou uma forte sensação de ameaça, sendo natural que as pessoas atingidas se sintam vulneráveis.
A literatura científica aponta para associações significativas entre a alimentação emocional, a inflexibilidade psicológica, as dificuldades na regulação emocional e a perceção de stress.
Intimamente, recomeçar é um ato de força que significa respeitar o tempo e o processo de cada um. Quem quer recomeçar não se apega indefinidamente ao que aconteceu, mas ao que ainda pode construir.
As perturbações mentais não tornam ninguém inferior ou sem valor. Então, por que é que quando nos referimos a elas, geralmente através do outro, a crítica e o medo facilmente ganham força?
Cuidar, brincar, passear ou interagir com os animais ajuda a relaxar e a aliviar o stress, sem contar no carinho que eles são capazes de dar.
A tristeza, a raiva, a ansiedade, o medo, a culpa, entre outras, são tão necessários e legítimos quanto a alegria, o amor e a gratidão.
Não se trata de proibir e ponto, longe disso, mas de repensar o que não está a funcionar e não traz bem-estar.
As férias têm o potencial de criar vínculos poderosos entre pais e filhos, desde que os bons momentos não sejam armadilhados com tentativas de saber o que se passa em casa do outro progenitor.
Vários estudos encontraram correlações positivas entre o número excessivo de horas diárias nas redes sociais e sintomas de depressão/ansiedade e dependência, especialmente no início da adolescência.
As crianças portuguesas continuam com pouco tempo livre para brincarem e os pais com dificuldade em conciliar o trabalho e a disponibilidade para a família afim de acompanhar o crescimento dos filhos.
Não sendo a criança desprovida de experiência sensorial, o seu corpo reage aos estímulos que vê ao imitar os adultos, despertando-a para uma sexualização inadequada para o seu nível de desenvolvimento
Os pais precisam interessar-se pelos filhos — não apenas através de perguntas superficiais, “Está tudo bem”, “Como estão as tuas notas?”, pior, “Se precisares de alguma coisa, diz”.
É esperado que os adolescentes tenham uma gíria própria, não sendo esperado o uso de uma linguagem codificada para passar mensagens com cariz violento ou preconceituoso, sem que os adultos percebam.
Nem sempre as dificuldades emocionais e comportamentais são fases transitórias do desenvolvimento normal, podendo representar a vivência de situações adversas que geram grandes prejuízos funcionais.
Muitos acontecimentos permanecem encobertos pela velha desculpa da manifestação de amor, que deve ser totalmente rejeitada.
Ao longo do tempo, a investigação sobre os efeitos do tratamento tornou-se mais rigorosa e precisa, documentando com clareza as técnicas mais adequadas para cada problemática.
O burnout parental difere do cansaço e do stress normais do dia-a-dia e gera o sentimento de que se é um péssimo pai/mãe, em comparação com o que era antes.
Sejamos sinceros, o Natal não seria mágico sem aquele momento clássico: comprar algo totalmente inútil, repetindo a ideia já identificada de que sentimos a obrigação de dar alguma coisa.
Não queremos que nos digam para sermos fortes, precisamos apenas de abraços. Nada de dizer “foi melhor assim” ou “vai passar” — a dor do luto não desaparece com um estalar de dedos.
Perante o descontentamento, manter ou romper um vínculo exige movimento. A mudança pode seguir caminhos distintos, sendo um deles a reconstrução conjugal, outro, a separação.
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