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Professora
Sejamos sinceros, o Natal não seria mágico sem aquele momento clássico: comprar algo totalmente inútil, repetindo a ideia já identificada de que sentimos a obrigação de dar alguma coisa.
Gosto de sentir que destas teclas do meu computador — quase que numa metáfora musical, pois vejo o negro e o branco de ébano e de marfim de um piano — não sairá Bach ou Beethoven mas um saber em que vou fazer outros felizes com as minhas palavras.
Julgo que esta tecnologia exacerbada do momento veio mostrar que uma aula se pode fazer sem computador, mas que até um computador precisa de um professor se de educação estivermos a falar.
Mesmo que as regras para os exames tenham sido, diria, aliviadas este ano (compreensível e completamente justo), há nestes miúdos, intrinsecamente, o espírito de que a escola é uma coisa para ser levada à sério.
Não consta que os olhares e as vozes sejam origem do contágio, mas sabe-se que são cura de muitos males.
Ocorre-me dizer que nem o computador é um bem essencial a uma casa nem esse referido serviço pagante pode ser exigido.
Acreditar infinitamente, ter fé, esta que se quer que venha do nosso âmago, mais do que dos nossos olhos, também é ver, mais ainda participar, é estar presente também em corpo
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