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Jornalista e produtor de vinho no Douro
Na mesma Espanha do vinho Barrantes, um corrupto confesso, de nome Vítor Aldama, livrou-se de cadeia depois de ter admitido os seus crimes e denunciado os corrompidos
Nascida em 2000, a Lavradores de Feitoria cedo se destacou na produção de brancos de castas estrangeiras. Este Três Bagos Sauvignon Blanc é um dos seus vinhos mais renomados.
Os dois especialistas não se opõem às NTG, mas, no caso do vinho, acreditam que as vantagens da tradição superam as da inovação. “O vinho é uma cultura muito particular.”
O futebol de laboratório pode ser muito eficaz, mas nunca provocará a mesma emoção. É como beber um vinho industrial, exercício tão penoso como ler notas de prova que parecem saídas de um horto.
O vinho só acabará quando acabar a humanidade. Eu quero acreditar que acontecerá o mesmo com os jornais. Os livros também não desapareceram. O importante é resistir.
O primarismo humano é igual em todo o lado: quando conquistamos o nosso território, passamos a ver inimigos em toda a parte, até entre a própria família.
Vão bem com as sardinhas assadas, as churrascadas, os pores-do-sol e a beira da piscina. Vinhos brancos, rosés, palhetes e, sim, tintos também!
A Sicília é grande em tudo, até nos vinhos. Do Marsala fortificado aos brancos secos de Carricante do Etna, passando pelos Catarratto da zona central, um idílio do vinho e da boa gastronomia.
Uma prova às cegas é um bom método para avaliar vinhos, mas tem riscos. É comum desiludirmo-nos com vinhos que julgávamos ser muito bons e apreciarmos outros sobre os quais não tínhamos boa impressão.
Para muitos cretinos, um tipo de esquerda não pode beber champanhe, algo só reservado a quem tem muito dinheiro e é de direita. Deve beber frisante Castiço, sem ofensa para a marca.
Se calhar, não é apenas de trabalhadores mais produtivos que o país precisa, é também de melhores empregadores. De uma reforma patronal, portanto.
O que fez o FC Porto vencedor e com tanto sucesso internacional foi ter perdido o medo de competir com os melhores e de se comparar com os melhores — a maior herança de Pedroto e Pinto da Costa.
Dizer que se gosta muito do Douro, sendo bonito, não chega, sobretudo quando milhares de pequenos viticultores, os eternos esquecidos da história, estão a empobrecer de dia para dia.
Mais do que um grandíssimo jornalista e crítico gastronómico, David Lopes Ramos era um homem intrinsecamente bom. Tê-lo conhecido e sido seu amigo foi uma das grandes dádivas que o jornalismo me deu.
Daqui a poucas semanas vamos assistir ao mesmo espectáculo triste dos últimos anos: grandes empresas a dizer que não precisam de uvas e milhares de viticultores sem saber o que fazer.
Não é improvável que o vinho ainda esteja bom ou até muito bom. Mas o valor da garrafa do Romanée-Conti 1945 (mais de 700 mil euros) não está no vinho, está no ano e no seu duplo significado histórico
Este Rebelo Gouveia Reserva, um branco de 2022, possui uma grande estrutura e complexidade. Mais uns anos e será uma coisa mesmo séria.
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