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Professora de Economia na FEUNL / Nova SBE. Colunista do PÚBLICO
Ainda há 1,66 milhões de pessoas a viver em situação de pobreza. Quando temos em conta as três condições de pobreza ou exclusão social, o número sobe para dois milhões.
Este 17 de maio pode ser o último, durante uns anos, em que hasteamos legalmente a bandeira do orgulho LGBTQ+ em edifícios públicos.
Para Barbosa, o popó é um elemento tão perene da paisagem urbana como as galerias romanas da Rua da Prata. Resta-nos esperar que a câmara prefira dar ouvidos aos residentes deste século.
O tom jocoso de Aguiar-Branco contribui para a degradação da democracia e serve precisamente para validar a captura da política por indivíduos sem escrúpulos.
Na véspera do 25 de Abril, fica esta mensagem: impedirem-nos de saber quem paga a quem deve trabalhar em nosso nome é um ataque ao coração da democracia.
Conversa sobre segurança, resiliência e defesa há muita. As ações só demonstram que a prioridade é subsidiar a dependência energética.
O processo começou coxo. O prazo para apresentar pedidos de compensação começou em junho de 2024, mas o regulamento foi publicado no final de julho.
Se dúvidas houvesse, André Ventura demonstrou que não é um parceiro decente para rever a Constituição ou para legislar em matérias que se prendem com as bases simbólicas da nossa comunidade política.
Não percebo o que ganham os deputados e deputadas do PSD, Chega e CDS com esta lei. Para além, claro, da preguiçosa sinalização de virtude numa guerra cultural fétida.
O Governo consagra o controlo político, puro e duro, da agência noticiosa – a tal com um potencial formidável para influenciar a agenda pública e política.
A formidável máquina de desigualdades que são as explicações mina a nossa capacidade coletiva de lutarmos e votarmos pela melhoria da escola pública.
Quão genuína é, no íntimo, a dança de Marcelo entre o Presidente dos afetos e o Presidente dos privilégios?
Na minha inocência pueril de fêmea, imaginei que no passado a CNN tivesse organizado conferências com tantas mulheres que quis compensar nestas últimas.
Com cada falhanço, promessas de mudar tudo só para se não mudar nada.
Podíamos sonhar com um debate crítico acerca do que tem estado a correr menos bem no combate à corrupção. O Ministério da Justiça preferiu uma manobra de propaganda.
Seguro era, afinal, o candidato ideal da esquerda.
Não é preciso esgravatar muito para encontrar vários atropelos de Ventura ao conjunto mais abrangente de instituições que constituem a democracia.
Não é difícil condenar, ao mesmo tempo, o genocídio palestiniano e a terrível chacina do povo iraniano às mãos da teocracia carniceira que o governa há 46 anos.
Ventura nunca despe a roupagem de líder do Chega e usa a eleição presidencial para publicitar o seu projeto de governo. Já Seguro quer mesmo ser Presidente da República.
Independentemente da presunção de inocência de Cotrim, o assédio em contexto de trabalho político existe e não vai desaparecer por o ignorarmos nem pelas reações agressivas às denúncias.
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