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Professora de Economia na FEUNL / Nova SBE. Colunista do PÚBLICO
Se dúvidas houvesse, André Ventura demonstrou que não é um parceiro decente para rever a Constituição ou para legislar em matérias que se prendem com as bases simbólicas da nossa comunidade política.
Não percebo o que ganham os deputados e deputadas do PSD, Chega e CDS com esta lei. Para além, claro, da preguiçosa sinalização de virtude numa guerra cultural fétida.
O Governo consagra o controlo político, puro e duro, da agência noticiosa – a tal com um potencial formidável para influenciar a agenda pública e política.
A formidável máquina de desigualdades que são as explicações mina a nossa capacidade coletiva de lutarmos e votarmos pela melhoria da escola pública.
Quão genuína é, no íntimo, a dança de Marcelo entre o Presidente dos afetos e o Presidente dos privilégios?
Na minha inocência pueril de fêmea, imaginei que no passado a CNN tivesse organizado conferências com tantas mulheres que quis compensar nestas últimas.
Com cada falhanço, promessas de mudar tudo só para se não mudar nada.
Podíamos sonhar com um debate crítico acerca do que tem estado a correr menos bem no combate à corrupção. O Ministério da Justiça preferiu uma manobra de propaganda.
Seguro era, afinal, o candidato ideal da esquerda.
Não é preciso esgravatar muito para encontrar vários atropelos de Ventura ao conjunto mais abrangente de instituições que constituem a democracia.
Não é difícil condenar, ao mesmo tempo, o genocídio palestiniano e a terrível chacina do povo iraniano às mãos da teocracia carniceira que o governa há 46 anos.
Ventura nunca despe a roupagem de líder do Chega e usa a eleição presidencial para publicitar o seu projeto de governo. Já Seguro quer mesmo ser Presidente da República.
Independentemente da presunção de inocência de Cotrim, o assédio em contexto de trabalho político existe e não vai desaparecer por o ignorarmos nem pelas reações agressivas às denúncias.
Quando há uma semana Cotrim dirigiu palavras simpáticas a Ventura, Marques Mendes reagiu: “Há limites que não se diluem, nem por cálculo eleitoral, nem por conveniência do momento.” Mudou de ideias.
É importante que todos os que se reveem no essencial da nossa Constituição, no que ela encerra de direitos, liberdades e garantias, tanto civis como sociais, percebam o perigo desta segunda volta.
Não subscrevo todas as decisões de António José Seguro na época da troika, mas reconheço a posição difícil em que se encontrava, com o país nas lonas e a assinatura do PS no Memorando de Entendimento.
Assim foi 2025. Que 2026 seja um ano um bocadinho menos tenebroso e mais empoderado para as mulheres deste país.
O Candidato Vieira é uma ação artística de intervenção política na qual o burlesco serve o propósito de nos questionar.
O alívio pessoal não justifica os equívocos do discurso triunfal do primeiro-ministro.
Já nos bastava a sobranceria do Governo minoritário; não precisávamos dos ataques reiterados à legitimidade desta greve geral.
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