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“Agora que estás no país da tua família, irás experimentar coisas novas e diferentes. (…) O novo é sempre entusiasmante, por isso não tenhas medo de descobrir coisas novas.”
É ao neoliberalismo e não a qualquer inovação tecnológica que devemos esta nova forma bizarra de avaliar as mentiras: em função da sua produtividade. Não funcionaram? É pena. Funcionaram? Somos bons!
O nosso comportamento individual como consumidores é uma gota no oceano. O desafio é urgente, sistémico e infinitamente complexo, precisa de muito mais do que da soma das nossas boas vontades.
Alguém acredita que se andar na rua com um olho roxo fosse proibido, as mulheres vítimas de violência doméstica estavam mais protegidas?
Não é preciso que o Entroncamento e Albufeira fiquem melhores — basta que exista a perceção de que ficaram melhores ou de que, caso não tenham ficado, a culpa é dos outros meninos.
Porque negam que a violência obstétrica existe? Não, não vão tão longe. O problema é linguístico. De acordo com a Ordem dos Médicos, esta expressão é “cientificamente incorreta”.
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