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Esta deslizante normalização de comportamentos indiciadores de falhas criminais ou éticas é tanto causa como é consequência. E diz tanto dos governantes como de nós próprios.
Estamos condenados a um ocaso ditado pela incapacidade de nos governarmos com mínimos de estabilidade e consequência? Talvez não. Mas só há duas maneiras de sairmos deste beco de forma estrutural.
O silêncio de que falo é o silêncio das dúvidas que não se levantaram, das vozes que não questionaram, dos incómodos que não se ouviram, das críticas, ainda que veladas, que não se fizeram.
Mesmo que venha a ter êxito no plano eleitoral e político, na ausência de explicações cabais, o primeiro-ministro terá sempre prestado um péssimo serviço a si próprio e ao país.
A reorganização da Europa no sentido de se capacitar para fazer a defesa do seu quadro de valores e das suas instituições não é compatível com a recusa obstinada do aprofundamento federal.
A bem da democracia e da credibilidade dos agentes políticos, o momento de desagregar freguesias, a existir, não poderia nunca ser este.
Estaremos nós a assistir aos anos finais das nossas democracias liberais? Será assim que, daqui a pouco mais de um século, nos recordará a história?
No discurso público não é possível continuar a raciocinar com base em fantasias ou com base na negação da realidade. As políticas públicas dirigem-se ao real.
A violação grosseira de regras instituídas para defender o bem comum vive dispensada de qualquer censura social.
O poder de Musk e companhia estende-se muito para além das fronteiras dos Estados Unidos da América.
Teria sido possível fazer um debate sereno e garantir que o direito à IVG tem condições para ser plenamente exercido por qualquer mulher em qualquer região do país.
Na edição deste mês da The Atlantic, Jonathan Rauch vem propor uma nova categoria etária: o “adulto tardio”, que faz a ponte entre os mais tradicionais “adulto” e “idoso”.
A lista ordena-se pelo critério arrogante e particularíssimo que é o meu gosto. Trago-vos apenas os eleitos de entre os eleitos.
Uma sociedade que perdeu a noção de que não pode haver injustiça ou iniquidade que justifiquem um assassinato (ou a pena de morte) é uma sociedade que perdeu por completo a sua bússola moral.
A fazer fé nas sondagens, um número muito significativo de portugueses considera que um melão por abrir está mais do que apto para ser o mais alto magistrado da nação.
Aceitar a tese de que temas como a imigração ou a segurança devem ser rasurados do debate político, porque o Chega os instrumentaliza é entregar o jogo de bandeja ao adversário.
Mais importante ainda do que a preocupação em não fragilizar a unidade simbólica daquele dia irrepetível, da madrugada inteira e limpa, é a noção de que é em abril que devem caber todos os democratas.
A confusão instalada à volta do INEM tem uma marca e essa marca é, antes de mais, deste Governo e deste Ministério da Saúde em particular.
O grito dos feios, porcos e maus é também, por muito que custe reconhecê-lo, um grito pelo direito a ser objeto de políticas públicas quando lhes toca a sorte de ficar para trás.
Um jornalismo que perde a frieza, um jornalismo que abdica do distanciamento, acima de tudo um jornalismo que se entrincheira é um jornalismo que valida a narrativa dos extremos.
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