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Professor universitário. Colunista do PÚBLICO
Se Miles é o Picasso da música do século XX — ou Picasso o Miles da pintura —, a capacidade de recriação radical é inseparável da sua biografia.
Parecemos condenados a assistir à erosão dos alicerces democráticos, num processo em que a realidade ultrapassa as mais criativas das ficções distópicas.
Se Burnham falhar em Makerfield, dificilmente o Governo britânico será capaz de conter o Reform e impedir Farage de se tornar primeiro-ministro.
A ida de Trump à China difere da visita de Nixon por corresponder ao reforço de uma reputação prévia: a de um democrata relutante.
Para viabilizar um pacote laboral pessimamente gerido, o Governo acabará por fazer cedências no Parlamento que não quis fazer na concertação.
Num processo legislativo que dependia de um compromisso na concertação social e no Parlamento, o método é quase tudo. E o Governo falhou de forma retumbante.
O Reino Unido é, agora, mais um país politicamente fragmentado, com uma realidade multipartidária em que nenhum partido se impõe.
Não é possível desconsiderar o elemento de novidade destas agressões, nem deixar de as interpretar como sintoma de um mal-estar social mais vasto.
O mandato de Seguro ainda agora se iniciou e já temos dois exemplos desta tensão entre poderes formais e práticas presidenciais.
Qual é, afinal, o elemento de novidade em tudo isto? E de que forma estas operações promocionais constituem uma ameaça à autenticidade artística que se busca no rock’n’roll?
A escolha dos militantes do PSD foi clara. Não surpreende, depois, que os resultados sejam os que se veem — sobre Gaza, sobre Trump e Putin e na governação do país.
É errado olhar para o que se passou por estes dias nos EUA apenas como mais um episódio de violência política protagonizado por um lobo solitário.
Um dos indicadores de que há, de novo, um sentimento disseminado de que algo tem de ser preservado encontra-se na crescente mobilização popular no 25 de Abril.
Num tempo polarizado e politicamente fragmentado, existe espaço para uma afirmação populista de esquerda.
Um acordo a propósito deste pacote envolvendo a UGT implicaria um exercício de contorcionismo inviável para uma central sindical.
Não é difícil perceber o que levou Leão XIV a saltar dos princípios morais do catolicismo para a arena política dos Estados Unidos.
A violência sistemática e estrutural sobre as mulheres que atravessa a sociedade portuguesa é consequência, também, de um discurso que culpabiliza as vítimas.
É de enaltecer o esforço de Pacheco Pereira em discutir com base em factos, mas é inglório. Estamos perante dois “mundos psicológicos” distintos, sem linguagem nem critérios de avaliação comuns.
O cancelamento de Kanye, ainda para mais sendo alguém diagnosticado com doenças mentais, suscita várias questões, muitas recorrentes.
O apoio expresso do trumpismo pode ser o beijo da morte para Orbán, agudizando uma posição já desfavorável nas sondagens.
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