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Director do Departamento de Comunidades do PS
Bem pode o Governo afastar-se da extrema-direita na votação da PSU, que o novo porta-voz lá estará para puxar o partido para o extremo, deixando para trás os seus pergaminhos humanistas.
Com tanta hostilidade política e rejeição social, era certo e sabido que os imigrantes iriam começar a abandonar Portugal.
Independentemente do Governo que esteja na Venezuela, é da mais elementar regra diplomática que as relações bilaterais nunca devem fechar as portas ao diálogo.
Israel e os Estados Unidos estão a arrastar o mundo para uma guerra sem sentido, cegos e surdos às críticas que recebem de todo o lado e aos apelos insistentes para que parem.
É importante falar sobre o que aconteceu, para que possa haver mais decoro em atos eleitorais posteriores, com o respeito pela lei e para que a democracia não seja enfraquecida.
Em Espanha acaba de ser introduzido o visto de procura de trabalho até um ano. Em Itália, depois de políticas hostis, o mesmo governo de extrema-direita tenta agora atrair imigrantes.
O Governo tem falhado em toda a linha na gestão da imigração, revelando falta de coragem e de visão para encarar este fenómeno com verdadeiro sentido de Estado, racionalidade económica e humanismo.
Há mais de cinco anos que o Tribunal Constitucional não reconhece os estatutos do Chega, o que não o tem impedido de concorrer a eleições, como agora às autárquicas, mesmo em risco de ser extinto.
Anda um monstro à solta, que é o Chega, que anda a alimentar todo o tipo de extremismos a que é preciso pôr fim, antes que seja tarde de mais.
A forma como Portugal se relaciona com a sua diáspora tem de mudar radicalmente, deixando de ser um mero instrumento político, algo com que tem de se lidar em altura de eleições.
Aquilo que a Rússia e os EUA querem para a Ucrânia não é o mesmo que a Ucrânia e a UE pretendem. E países como a Hungria e a Eslováquia mais não fazem do que colocar-se do lado da Rússia.
À conta dos caprichos e delírios do Presidente dos Estados Unidos, a situação geopolítica está cada vez mais instável e a transformar-se num pesadelo a nível global.
Agora toca aos portugueses verem-se na situação que os extremistas defendem para os estrangeiros no nosso país.
A política migratória da UE diz muito sobre o estado em que se encontra este espaço que devia de ser de liberdade, solidariedade e humanismo e está cada vez mais dominado pelo populismo e egoísmo.
Fecham-se os olhos a todas as atrocidades e desumanidade, porque a única coisa que interessa é impedir os migrantes de pisar solo europeu.
O reconhecimento imediato da Palestina é uma forma de acabar com a tragédia sem fim que se abate sobre os palestinianos.
A decisão das deportações para o Ruanda é ainda mais chocante por vir de um primeiro-ministro descendente de imigrantes e defendida fervorosamente por ex-ministras também descendentes de migrantes.
Para quem precisa desesperadamente de apoio parlamentar, o discurso não podia ser mais desajeitado e sobranceiro.
Apesar da integração dos portugueses, a nova lei de imigração francesa é muito preocupante por tornar mais difícil obter a nacionalidade, e mais fácil perdê-la, além de facilitar as expulsões.
O problema é transversal a toda a Europa, como se estivesse em acelerada erosão a memória das guerras, dos totalitarismos, dos fascismos, dos autoritarismos.
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