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Historiador
Os europeus esperam que a UE os proteja. Que proteja não só a sua segurança, mas também o seu modelo de sociedade e a sua democracia.
Portugal não poderá deixar de cumprir os seus compromissos com a NATO e não poderá ficar de fora do programa europeu. Cumprir os compromissos internacionais não é uma escolha, é um imperativo.
Temos assistido com espanto às declarações americanas de amizade para com os inimigos e hostilidade para com os aliados. E às votações dos EUA na ONU ao lado da Rússia, Bielorrússia e Coreia do Norte.
Não foi a Rússia que ganhou a guerra. Foram os EUA que impuseram a derrota aos aliados e deram a vitória ao inimigo.
Os europeus cooperam e conduzem operações militares há pelo menos 30 anos. Mas apenas de soft security. Do que se trata, agora, é de hard security: dissuasão nuclear e defesa colectiva.
Trump não vai ocupar o Canadá, invadir o Panamá ou conquistar a Gronelândia, mas está a afirmar que tem o direito imperial a constituir a sua esfera de influência no continente americano.
Depois da luta pela libertação, da guerra civil, dos acordos de paz e da transição para o multipartidarismo, os partidos tradicionais não compreenderam a mudança.
A grande questão é o contágio da policrise franco-alemã à União Europeia. As crises políticas e os líderes enfraquecidos em Paris e Berlim deixam um vazio que outros quererão ocupar.
Al Jolani tem um passado de islamista radical, mas apresentou-se com abertura ao diálogo com as minorias étnicas e religiosas. E até com as elites do regime anterior. Prevalecerá esse tom?
A vitória de Donald Trump vai fazer regressar os EUA à tradição do isolacionismo jacksoniano. A mudança impõe à Europa uma reflexão e uma oportunidade em matéria de defesa.
Com os comissários para a política externa e para a defesa a olhar prioritariamente para dentro e para o Leste, o presidente do Conselho é o único que pode olhar para fora e abrir a Europa ao mundo.
No caso da defesa, os aliados europeus poderiam propor desde já investir não 2%, mas 3% do PIB. Antes que Trump peça 4%.
Guterres foi à Rússia e, com a sua presença e uma vénia reverencial ao ditador, deitou a perder três anos de defesa firme do direito internacional.
O ataque de Israel à base militar da UNIFIL não é um acto isolado. Faz parte de uma já longa campanha contra as Nações Unidas.
Depois do assassinato de Nasrallah o Irão estava perante um dilema: ou se limitava à política declaratória, e perdia a capacidade de dissuasão; ou atacava Israel. Decidiu retaliar.
País europeu, Portugal é também um país atlântico e interessa-lhe rentabilizar essa dupla pertença. Qualquer crise que obrigue a escolher um dos lados do Atlântico é contrária ao interesse nacional.
Nos EUA, como na Europa, o debate crucial não é sobre a saúde mental. É sobre a segurança do Estado.
Trump cultivou o tribalismo e a polarização, usou o discurso do ódio e legitimou a violência. Foi, agora, vítima de tudo isso. Ou talvez beneficiário.
Há um ponto que não está na agenda da cimeira da NATO, em Washington, e de que ninguém fala. Mas ninguém pensa noutra coisa: chama-se Donald Trump.
Teoricamente, dizem os especialistas, são três ou quatro os cenários possíveis para o futuro político de França. Nenhum é famoso e crescem os receios das suas consequências.
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