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Historiador
Sempre que o Ocidente intervém, normalmente não dá bom resultado. Não há nenhuma razão para pensar que com a guerra de Trump e Netanyahu contra o Irão seja diferente.
A Europa precisa de aceitar o mundo como ele é e de adaptar-se à nova ordem. Mas não precisa, para isso, de abdicar dos seus princípios e dos seus valores.
Trump teve a possibilidade da diplomacia, mas escolheu a guerra. Soube começar, mas perdeu o controlo e não sabe como vai acabar. A Europa não ficará imune.
O futuro não é da lei, é da força. Da força dos fortes, contra os fracos. Dos que mandam contra os que pagam. É a lógica clássica dos impérios.
Como todos os autocratas, Trump só conhece a linguagem da força. Não se lhe pode mostrar fraqueza.
Esta é a oportunidade de a direita democrática se demarcar da extrema-direita, em defesa do regime democrático. Se o não fizer, agora e com clareza, corre o risco de sucumbir à extrema-direita.
O corolário Trump da Doutrina Monroe é a consagração internacional do autoritarismo e do imperialismo predatório.
Seguro é o único que pode travar o monopólio da direita e reequilibrar o sistema político.
Não é possível ser, ao mesmo tempo, um gigante económico e um anão político e militar.
O que está em causa é mais do que uma questão territorial.
Os eleitores norte-americanos manifestaram-se: estão descontentes e preocupados. Descontentes com a qualidade de vida que têm. E preocupados, não com as causas identitárias, mas com a vida material.
Não nos enganemos: o sucesso da cimeira não mudará nada na natureza das relações entre os Estados Unidos e a China.
Uma coisa é certa: sem garantia de segurança, não há solução política.
É a primeira declaração de Trump contra a Rússia e no sentido do interesse da Ucrânia e da segurança europeia. A questão é saber se a mudança de retórica tem tradução na política externa americana.
A comunidade internacional não deve, não pode ignorar a tragédia no Sudão. Por uma razão de realpolitik, mas também por duas outras, que vão muito para além da realpolitik.
O que está em marcha é a constituição de uma federação transnacional de forças iliberais de direita radical e extrema-direita, que atravessa as democracias ocidentais.
É grande a herança intelectual do historiador Pierre Nora. Como é grande a dívida que temos para com ele.
No plano político, continuará a NATO a contar com o compromisso americano? Este é talvez, desde a fundação, o seu momento mais crítico.
Perante o risco de consumação do genocídio, o mais importante não é a questão política é o imperativo moral.
O ponto crucial do acordo saído da cimeira União Europeia-Reino Unido é, indiscutivelmente, a nova Parceria de Segurança e Defesa.
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