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Historiador
Como todos os autocratas, Trump só conhece a linguagem da força. Não se lhe pode mostrar fraqueza.
Esta é a oportunidade de a direita democrática se demarcar da extrema-direita, em defesa do regime democrático. Se o não fizer, agora e com clareza, corre o risco de sucumbir à extrema-direita.
O corolário Trump da Doutrina Monroe é a consagração internacional do autoritarismo e do imperialismo predatório.
Seguro é o único que pode travar o monopólio da direita e reequilibrar o sistema político.
Não é possível ser, ao mesmo tempo, um gigante económico e um anão político e militar.
O que está em causa é mais do que uma questão territorial.
Os eleitores norte-americanos manifestaram-se: estão descontentes e preocupados. Descontentes com a qualidade de vida que têm. E preocupados, não com as causas identitárias, mas com a vida material.
Não nos enganemos: o sucesso da cimeira não mudará nada na natureza das relações entre os Estados Unidos e a China.
Uma coisa é certa: sem garantia de segurança, não há solução política.
É a primeira declaração de Trump contra a Rússia e no sentido do interesse da Ucrânia e da segurança europeia. A questão é saber se a mudança de retórica tem tradução na política externa americana.
A comunidade internacional não deve, não pode ignorar a tragédia no Sudão. Por uma razão de realpolitik, mas também por duas outras, que vão muito para além da realpolitik.
O que está em marcha é a constituição de uma federação transnacional de forças iliberais de direita radical e extrema-direita, que atravessa as democracias ocidentais.
É grande a herança intelectual do historiador Pierre Nora. Como é grande a dívida que temos para com ele.
No plano político, continuará a NATO a contar com o compromisso americano? Este é talvez, desde a fundação, o seu momento mais crítico.
Perante o risco de consumação do genocídio, o mais importante não é a questão política é o imperativo moral.
O ponto crucial do acordo saído da cimeira União Europeia-Reino Unido é, indiscutivelmente, a nova Parceria de Segurança e Defesa.
Sob o pretexto de atacar o wokismo e o anti-semitismo, Trump quer, na verdade, controlar o que se ensina e o que se investiga nas universidades. Quer o que querem todos os regimes autoritários.
Trump está a acelerar o declínio americano. Xi e Putin assistem e aplaudem. Mas as tarifas são uma crença. E Trump é um homem de fé.
Os europeus esperam que a UE os proteja. Que proteja não só a sua segurança, mas também o seu modelo de sociedade e a sua democracia.
Portugal não poderá deixar de cumprir os seus compromissos com a NATO e não poderá ficar de fora do programa europeu. Cumprir os compromissos internacionais não é uma escolha, é um imperativo.
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