Os leitores são a força e a vida dos jornais. Contamos com o seu apoio, assine.
Os leitores são a força e a vida do PÚBLICO. Obrigado pelo seu apoio.
Dirigente do Bloco de Esquerda
Um motorista que dorme na bagageira do carro porque não tem dinheiro para um quarto não é sinal de progresso, é a prova da barbárie.
A cada novo remendo, a cada novo anúncio sem qualquer efeito ou eficácia, a cada nova medida que, afinal, não se aplica, a crise aprofunda-se.
Apenas metade dos médicos com idade até 65 anos estão efetivamente a trabalhar no SNS
Só resta uma explicação para esta proposta do Governo: ela serve apenas para confundir as negociações em curso com os partidos da esquerda e os sindicatos, fingindo uma cedência que não existe.
Hoje, a Comissão encontra-se na humilhante posição de mendigar as vacinas encomendadas junto das empresas que financiou. Os cidadãos pagaram mas não mandam, num negócio em que se misturam fanatismo liberal, captura das instituições e incompetência pura.
O setor privado tem de ser chamado à sua responsabilidade no cenário epidémico que se vive em Portugal. Não se pode perdoar a negligência (e deve ser investigada a atuação da administração do SAMS que poderá ter levado à infeção de várias pessoas) e não se pode admitir que os privados se retirem do terreno.
No Estado Espanhol, aqui ao lado, foi decretado, há 2 dias, que as instalações e recursos do setor privado passam a estar à disposição das instituições públicas. Portugal tem de fazer o mesmo e não ir pelo caminho do Reino Unido.
Voltar ao lançamento de PPP na Saúde e abrir caminho à exploração privada de urgências e de outros serviços é regressar ao passado. É ressuscitar a entrega do SNS aos privados que figurava na Lei de Bases do PSD e do CDS. Não foi esse o caminho que se fez na anterior legislatura.
Hoje, mais do que nunca, a participação da sociedade civil é imprescindível para garantir que o VIH e a sida são eliminados até 2030.
O caminho actual é insustentável. Se não for invertido, é o próprio direito à saúde que está em causa.
Ocorreu um erro aqui, ui ui