Os leitores são a força e a vida dos jornais. Contamos com o seu apoio, assine.
Os leitores são a força e a vida do PÚBLICO. Obrigado pelo seu apoio.
Investigadora, doutorada em Filosofia política e Ética
Se Montenegro se sentiu à vontade para não se posicionar, foi porque não sentiu a pressão das bases. Este silêncio político não é apenas uma falha individual, é um produto coletivo.
Um dos vídeos recentes de Trump, no qual goza com o Presidente francês, deixa claro que, para ele, Macron, ou qualquer outro governante, é um brinquedo de que se pode apoderar e partir quando quiser.
Porque não uma celebração escolhida por nós, desta coisa incrível que é ter vivido enquanto ser singular, rodeado de quem nos fez, ao mesmo tempo, um ser individual e coletivo.
Quando me sinto submersa pelas politiquices e o desespero se aproxima, corro para a arte, para a astrofísica ou a primatologia, que nos ajudam a descentrarmo-nos do hic et nunc, a ver além.
Muitas são as campanhas, inclusive institucionais, que se concentram no que a mulher deve fazer para se proteger, e não no que os homens devem fazer para não agredir.
Estas direitas choram por causa de monstros debaixo da cama e instrumentalizam esses medos para ganhar votos.
Estamos a fazer com que Portugal seja mais Portugal. Vamos pôr ordem no caos. Estamos a limpar Portugal. Isto não é o Portugal de Abril.
Um partido pode subir a sua votação, mas se isso não lhe permite fazer aquilo para o qual deveria existir, perdeu, por muita atividade autossatisfatória exibida em praça pública.
E olhar para os nossos próprios erros, para as nossas próprias falhas, para as nossas próprias desistências e cobardias?
Segundo o Manual MSD de Informações Médicas, o transtorno de personalidade narcisista (TPN) “é caracterizado por um padrão generalizado de grandiosidade, necessidade de adulação e falta de empatia”.
Os vampiros esquecem-se que os direitos de que hoje usufruem se devem a ações “inúteis”, “loucas”, “descabidas”.
O pensamento de Malcom Ferdinand constitui um contributo decisivo para repensar a separação, muitas vezes ideológica, entre questões raciais, de classe, de género ou ecológicas.
O digital e o real são mundos complementares. A própria luta de Greta Thunberg não teria sido a mesma sem o ativismo digital.
Os que se dizem “defensores da família” são, afinal, os verdadeiros fanáticos do sexo, obcecados em controlar quem deseja quem, como, onde e com que palavras.
Risos há muitos, tal como os palermas. E não é a mesma coisa gozar com o poder ou com grupos vulneráveis.
Parece que só agora o perigo é digno de preocupação quando ameaça os centros de poder onde gravitam.
O Madleen serviu para tentar levar ajuda humanitária a Gaza. A Barraca foi criada também com espírito internacionalista e de itinerância, para chegar a sítios aonde o teatro não chegava.
Ontem, em Paris, frente ao Ministério da Educação, manifestantes responderam ao apelo dos sindicatos, não apenas pela professora, mas pelo direito de sentir e ensinar com humanidade.
Esquece-se que estamos perante uma instituição profundamente patriarcal, hierárquica e influente na normalização de práticas e discursos que excluem mulheres e pessoas LGBTI+.
A conexão deixou de ser apenas uma necessidade para se tornar uma normatividade, numa imposição social, enquanto a desconexão passou a ser vista como um gesto suspeito, quase transgressor.
Ocorreu um erro aqui, ui ui