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Jornalista
Nunca se saberá até que ponto algumas vítimas de violência doméstica não poderão ser influenciadas por estes discursos.
Será a gratidão uma aprendizagem exagerada? Ou o reconhecimento do que nos fazem, por pouco que seja, deveria ser um culto diário?
A pergunta “já tens namoradinha?” não nasce do ódio, mas da preguiça em compreender o outro. É um reflexo condicionado, herdado, repetido sem pensamento crítico e a que já ninguém deveria recorrer.
Estamos cada vez mais cuidadas na nossa aparência, enquanto nos sentimos progressivamente mais exaustas, sobrecarregadas e no limite. E tu? O que achas? Os 40 são os novos 20 ou os novos 50?
O corpo, ali, já não é o das revistas, mas o corpo mais verdadeiro, o que ainda existe, o que resiste, o que precisa de ser cuidado.
Confiar de olhos fechados na inteligência artificial para escrever bem é, por isso, um tiro no pé.
Raros são os rostos serenos entre as fileiras do Chega. A fúria que exibem talvez tenha pouco a ver com o estado do país, e mais com o estado de si mesmos.
Partilhar uma refeição é o oposto da pressa e da indiferença. É o tempo que dedicamos ao outro, ainda mais quando fomos nós a cozinhar. Cozinhar para alguém é sempre um gesto de amor.
Talvez o amor eterno exista, sim, mas precise de férias anuais e espaço a dois para lidar com as rotinas e com as transformações do corpo e da mente.
A linguagem autorizada nos ecrãs revela duas ilações: a primeira, a de que se perdeu o bom senso; a segunda, a de que vale tudo pelas audiências, mesmo à custa da dignidade de quem lá está.
A mulher continua a ocupar-se da maioria das tarefas domésticas. E não estou a falar das mulheres mais velhas, mas de jovens, que, decidindo ter filhos, percebem que a gestão da casa recai sobre elas.
A crónica de hoje serve para recordar a minha Escola Primária, onde acredito que muitos leitores poderão encontrar semelhanças com as suas experiências.
A voz revela mais do que a palavra escrita. Temos mais coragem para dizer por mensagem o que nunca diríamos ao vivo e a cores. Deixemos cair as mensagens e liguemos.
Imagino, muitas vezes, a dificuldade de se educar, de trazer realismo a uma criança que perceciona desde tão tenra idade a riqueza excessiva dos pais. Quem cresce com pouco, é ensinado a ir à luta.
Anda tudo movido a Rivotril, Inderal, Valium e Zoloft e, no final do dia, um chá de ‘noites tranquilas’ e gomas para dormir.
Há muitas Amélias por aí, pessoas que sabem tão bem como irritar ou ferir o próximo que usam essa estratégia como hobby, disfarçada com um sorriso. Normalmente não estão serenas com elas próprias.
Ele (o criminoso) perde o nome nos media e é “o companheiro”, “o marido”, “o ex-namorado”, “o suspeito”, “o arguido”, “o agressor”.
Não somos o croissant francês nem a bola de Berlim, não temos mil folhas de luxo nem a vida doce. Mas somos o pão nosso de cada dia.
Agora que foram mais umas eleições legislativas e com formação de novo Governo, espera-se que as populações do Interior sejam mais vezes lembradas.
Maria Helena foi muito mais do que uma locutora de rádio, durante décadas foi a única companhia de muita gente que cedo sintonizava a Emissora das Beiras, para só a desligar ao adormecer.
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