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Jornalista
Esta história não é sobre um casaco. É sobre aquilo que ambicionamos e não nos serve, não nos cabe, não nos entra.
Este velho discurso de que nascemos já a invejar a outra, é uma elocução que favorece a leitura estereotipada das mulheres, baseada na ideia de que “somos umas cabras umas para as outras”. Não somos.
Alijó convoca as memórias de muito boa gente que ali cresceu e bebeu daquela cultura e que hoje se destaca nas mais diversas áreas. É gente habituada a trabalho duro
Vemos personalidades com milhares de seguidores, que não “compram uma guerra”, mesmo que em entrevistas partilhem que são contra as touradas, por exemplo.
Uma aluna confidenciou que tem uma professora que sem recorrer a algum programa de deteção de uso de inteligência artificial, consegue assinalar em que partes foi usada. Como consegue?
São de uma espécie que salta muros, sempre em busca de pasto verde, ignorando a pastora, que mal o apanha nos braços, o afaga, tratando-o como o bebé que é.
Parece ser mais Natal no interior. Na maioria das aldeias, por se viver muito da agricultura de subsistência e por uma forte proximidade, ainda que exista pobreza, ela é acolhida e não acaba nas ruas.
Quando deixamos de beijar de língua, morremos, certo? A rotina, o cansaço, a dureza dos dias, está a obrigar-nos a gerir as nossas vidas a 200km/h.
Alguns homens com quem me cruzo, dizem com admiração: “Oh Liliana, vi o teu pai a andar de moto! Aqui, pela minha terra não conheço outro homem da mesma geração que tenha conseguido tal feito.”
O amor não pode ser obcecado nem prisão, mas pode ser temeroso, receando perder a mina de ouro que descobriu. E se descobrem que sou feliz assim?
Ter cancro é somente uma merda. Isto tem de ser dito. É uma merda. Nada mais a acrescentar. E ficava um título bem bonito para um livro sobre o tema: Ter cancro é uma merda.
Abençoada rádio, que no meio disto tudo, ainda me parece gozar de alguma saúde. Porque o dever é informar e não exultar, acirrar, escancarar a dor e o sofrimento.
Uma diferença de 5 anos já causa urticária, uma de 10 desafia os mais conservadores e mais de 20, é notícia.
Tiramos 100 fotos e achamos feiura em todas elas e, anos mais tarde, percebemos que afinal até estávamos muito bem.
A magia de tatuar cores e vidas constitui um ofício que foi sobretudo desempenhado por homens no passado e onde as mulheres demoraram a ser vistas com igual competência e diferenciado dom.
Imane já foi derrotada no passado, várias vezes, mas saiu vencedora dos Jogos Olímpicos, com a medalha ao peito, gritando: “Sou uma mulher!”
Quem nunca passou por “apertos” não sabe o que é viver no fio da navalha, chegar ao fim do mês com 10€ e temer que na bomba de gasolina, o valor ultrapasse a quantia que resta, para ir para o trabalho
Os homens podem ser tão ou mais complexos do que as mulheres, tão ou mais sensíveis, mas certamente não têm os mesmos timings.
Depois de ver e rever a campanha, fico com a sensação de que esta ideia terá surgido em ambiente de copofonia, numa almoçarada ou numa taberna, à volta de minis e tremoços, composta só por homens
É preciso que de dentro para fora, sejam os/as próprios/as jornalistas a querer dar voz a uma crise que sempre existiu, mas que sendo crónica, está nos paliativos, a necessitar de cuidados urgentes.
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