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Historiador
O argumento da “modernidade” que circula hoje como a panaceia para o aumento da produtividade, é um chavão de promessas que na realidade na maioria dos casos não se verifica, muito menos em Portugal.
A biblioteca era o centro do meu mundo fora de casa e o lubrificante desse mundo eram os livros, mas, à distância, a minha cidade, o Porto, todo o Porto.
O caso do desprezo pela língua portuguesa é exemplar, cada vez mais retratada pelo seu uso nas redes sociais, com erros de ortografia uns atrás dos outros.
André Ventura é o nosso discípulo de Trump. Mas é Salazar a sua inspiração, como se vê nesta imagem, toda ela um programa.
No Dia Internacional dos Arquivos, um padre, pescadores e conserveiras vão lembrar-nos daquilo que não é para ser esquecido.
Esta é uma das grandes fragilidades da democracia portuguesa e o alimento gourmet do populismo. Por isso, tudo o que contribuir para travar estes procedimentos é de louvar.
Por todo lado, na retórica sobre os jovens, a qualificação dessa idade vai muito dentro dos 30 anos. Já pensaram no que hoje isso significa?
Os tempos de hoje são demasiados perigosos para a complacência e o facilitismo, e qualquer guerra é um risco não só para a nossa soberania como também para a democracia.
Fiz-me e fui feito pelo Porto, cidade escura, dura, atlântica e não mediterrânica, mas com uma tradição de independência feroz dos poderes.
As manifestações do 25 de Abril este ano serão contra o Chega, contra o novo ambiente político de crueldade e agressão.
Face a eles não se pode ficar em casa, cómodo e confortável. É eficaz? Eles dizem que não, que só favorecem o inimigo. Olhem que não, olhem que não.
Todos estes “destruidores de civilizações” destruíram muita coisa mas, como todos os “destruidores” antigos, deixaram muitas ruínas para serem reconstruídas.
O que se passou esta semana no Parlamento, feito onde foi e perante quem foi, é um insulto e uma intimação para um confronto.
Ambos os sectores woke e anti-woke têm muitas parecenças entre si, não apenas nos temas, mas também no modo de operar. Ambos conduziram uma prática de proibição, de cancelamento.
Há muito que se pode aprender no mundo das bibliotecas pessoais e sem ele tudo fica mais pobre, mas nos nossos tempos isso é a regra.
Esta é a influência destes “influenciadores”. O ostracismo que queria para eles é ficarem a falar sozinhos, mas isso nunca acontecerá — não somos os atenienses do século V.
Seria bom que Passos desse passos para entrar a todo o vapor na política partidária de uma forma mais transparente do que o alimento cínico do sebastianismo.
Este tipo de deslumbramento ideológico não é novo, já várias vezes na história se manifestou, sempre com maus resultados, para o bem viver, a liberdade e a democracia.
É isto que queremos da nossa diplomacia? Dar caução às “Nações Unidas de Trump”?
O absurdo político desta exposição é que o único partido incomodado com o que lá estava, na sua completa evidência documental, foi o actual PSD.
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