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Historiador
Por todo lado, na retórica sobre os jovens, a qualificação dessa idade vai muito dentro dos 30 anos. Já pensaram no que hoje isso significa?
Os tempos de hoje são demasiados perigosos para a complacência e o facilitismo, e qualquer guerra é um risco não só para a nossa soberania como também para a democracia.
Fiz-me e fui feito pelo Porto, cidade escura, dura, atlântica e não mediterrânica, mas com uma tradição de independência feroz dos poderes.
As manifestações do 25 de Abril este ano serão contra o Chega, contra o novo ambiente político de crueldade e agressão.
Face a eles não se pode ficar em casa, cómodo e confortável. É eficaz? Eles dizem que não, que só favorecem o inimigo. Olhem que não, olhem que não.
Todos estes “destruidores de civilizações” destruíram muita coisa mas, como todos os “destruidores” antigos, deixaram muitas ruínas para serem reconstruídas.
O que se passou esta semana no Parlamento, feito onde foi e perante quem foi, é um insulto e uma intimação para um confronto.
Ambos os sectores woke e anti-woke têm muitas parecenças entre si, não apenas nos temas, mas também no modo de operar. Ambos conduziram uma prática de proibição, de cancelamento.
Há muito que se pode aprender no mundo das bibliotecas pessoais e sem ele tudo fica mais pobre, mas nos nossos tempos isso é a regra.
Esta é a influência destes “influenciadores”. O ostracismo que queria para eles é ficarem a falar sozinhos, mas isso nunca acontecerá — não somos os atenienses do século V.
Seria bom que Passos desse passos para entrar a todo o vapor na política partidária de uma forma mais transparente do que o alimento cínico do sebastianismo.
Este tipo de deslumbramento ideológico não é novo, já várias vezes na história se manifestou, sempre com maus resultados, para o bem viver, a liberdade e a democracia.
É isto que queremos da nossa diplomacia? Dar caução às “Nações Unidas de Trump”?
O absurdo político desta exposição é que o único partido incomodado com o que lá estava, na sua completa evidência documental, foi o actual PSD.
O deslumbramento tecnológico faz-nos esquecer que nenhuma tecnologia prosperou pelos seus próprios avanços e inovações, mas sim pelo seu uso social.
A “má educação” é uma expressão que perde toda a ambiguidade quando é retratada na actividade de encher os comentários e as redes sociais de ignorância e insultos, sob a manta cobarde do anonimato.
Estando isto como está, pergunto ao meu recolhido passarinho que acha que isto é muito pessimista, como é que a eleição de que não se pode falar podia ser diferente?
Para quem trabalha sobre a história da ditadura e consulta muitos documentos originais, esta é uma realidade bastante generalizada e penosa para quem a confronta.
O que acontece hoje aos imigrantes aconteceu connosco há bem pouco tempo. Mas com vantagem dos portugueses, por serem brancos e católicos, e não “monhés” e muçulmanos.
Um dos traços mais presentes no nosso povo, de cima a baixo, dos pobres e dos ricos, é a prevalência de comportamentos conformes ao lugar social de cada um.
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