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Arquitecto, professor jubilado da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto
É difícil de compreender o lançamento de um concurso de concepção-construção para uma ponte que ocupará nos próximos séculos talvez o lugar mais nobre das duas cidades.
O mar é o dono da praia do Ourigo. Não uma estrutura selvagem em betão para beber e urinar de seguida. O dono daquele sítio é só um. É o mar/ourigo/areia/algas e ranhosas. Nunca betão!
Será que ainda hoje (!) é mais fácil associar renovação urbana a grandes e rasgadas avenidas e acelerado movimento ou à criação de locais com escala humana e vida urbana lenta, calma na quietude perdida?
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