Os leitores são a força e a vida dos jornais. Contamos com o seu apoio, assine.
Os leitores são a força e a vida do PÚBLICO. Obrigado pelo seu apoio.
Médica; professora da Faculdade de Medicina de Lisboa; activista política
É que saber soletrar e ler é uma coisa, perceber o conteúdo de um texto é outra. Mas outra ainda é ter pensamento crítico sobre o que se lê.
Portugal tem os nomes dos partidos trocados e a descaírem para a esquerda, apenas nominalmente, em dominó. Bloco de Esquerda e PCP não passam de partidos sociais-democratas.
A inexactidão ou mesmo falsa informação sobre o SNS tem contribuído para a confusão sobre o que se passa.
Esta linguagem encriptada sobre o SNS é uma maneira de não falar dos problemas de uma forma concreta. Aposto que tudo isto pode ser “trocado por miúdos” e isso também faz parte da democracia.
Senhores ideólogos de direita, que ao menos arranjem um conjunto de ideias, com coerência e demonstração. Para podermos conversar.
Há muitas coisas que podem dividir os médicos, quanto aos conceitos relativos ao SNS e às suas relações com a política em geral, mas há um conjunto de regras em que todos estamos de acordo.
É estranho chamar Comissão da TAP a algo que não tem nada a ver com a empresa. Associa-se a TAP a confusão e “trapalhada” e, portanto, quanto mais depressa o Estado se vir livre dela melhor…
Até para quem não perceba “economicês”, é evidente que para a criação do Registo de Saúde Electrónico devia haver um programa com fases, calendário e nexo, e não uma distribuição arbitrária de meios.
A última coisa de que precisamos é de comparações e concorrências regionais no SNS.
O que é que pensam em termos de industrialização do país? E em relação aos salários, às reformas? Que ideias concretas para a pobreza? Qual é o plano para salvar o Serviço Nacional de Saúde?
Não sei como dormem descansados os responsáveis políticos e como é o sono dos vinte e cinco “ricos” de Portugal. Desassossegado? Ou acham que é “a ordem natural das coisas”?
Perante isto, é bom que os jovens se inquietem e passem a incomodar a sério os “senhores barqueiros” que nos estão a cobrar a portagem para o nosso próprio suicídio.
O registo único é difícil? Com certeza. Mas foi o que fizeram na Noruega, Suécia, Dinamarca, Reino Unido e estão a fazer outros países europeus. É para isso que estão 300 ME no PRR.
Foi o “saco de boxe” da direita, como é hábito em relação à Saúde, zona sensível para a população e propícia à demagogia.
Na minha especialidade, este ano, na região de Lisboa, fizeram exame e obtiveram o grau de especialistas cinco médicas. Só duas ficaram em hospitais públicos.
Como se dizia em relação ao país e ao mundo, o que é preciso para salvar o SNS está documentado. O que é preciso é salvá-lo.
As soluções têm sido apontadas, e bem, por especialistas e a própria sra. ministra tem toda a competência técnica. Assim seja apoiada pelo primeiro-ministro e pelo ministro das Finanças.
Será demais pedir que os apelos à paz, sejam individuais, sejam colectivos, não tenham como interpretação imediata que se trata de uma posição pró-Putin ou pró-russa?
Os “rapazes de 62” do Dia do Estudante de 1962 têm sido mais falados do que as “raparigas de 62”. E, no entanto, elas foram fundamentais.
Não é verdade, mas alguém com delírios conspirativos diria que Putin é um agente dos EUA. Melhor era impossível.
Ocorreu um erro aqui, ui ui