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Colunista
Ao celebrar o Ano Jubilar, confessamos que precisamos de mudar, precisamos de nos converter. Não podemos continuar agarrados às nossas rotinas sociais, económicas e religiosas.
A nossa Quaresma só pode ser verdadeira se tiver como horizonte a conversão dos nossos desejos do poder de dominar.
O Evangelho deste Domingo diz que é preciso mudar a lógica do ódio, a lógica da vingança, a lógica da imoralidade da guerra.
Diz-se que o dossiê relacionado com o lugar das mulheres na Igreja estará aberto até ao final de Junho. Esta data só pode ser uma ficção. Deve estar aberto enquanto as mulheres continuarem excluídas.
Hoje, depois de ler e reler a sua autobiografia, já não posso dizer que era desnecessária. Pelo contrário. Nunca esquece as suas raízes e a sua condição de pobre imigrante italiano.
Este baptismo significa passar de um ritual e uma prática ascética para uma abertura do céu e da terra a uma nova idade.
O Papa propõe que pelo menos uma percentagem fixa do dinheiro gasto em armamento seja utilizada num fundo mundial que elimine a fome e promova actividades educativas nos países mais pobres.
A festa do nascimento de Jesus de Nazaré é a possibilidade do nosso contínuo renascimento. A grande noite de Natal depende de nós, e só de nós, para que nada continue na mesma e que tudo comece.
A solidão e o descarte dos idosos e doentes não são casuais nem inevitáveis, mas fruto de opções – políticas, económicas, sociais e pessoais – que não reconhecem a dignidade infinita de cada pessoa.
Verifiquei, ao longo da vida, que fora do diálogo não há salvação, seja em que domínio for.
Os que lutaram e lutam contra as ditaduras têm de vencer a indiferença – cancro da democracia – e a passividade de muitos perante os rumos dos movimentos sociais.
Fala-se de Terra Santa, mas para poder usar este nome deveria ser uma Terra de diálogo entre muçulmanos, judeus e cristãos.
Para Santo Anselmo, a fé não paralisa a inteligência, ela é, antes, uma provocação, uma excitação. A Teologia é a fé que procura entender (Fides quaerens intellectum).
Se era um ser humano, o mais normal é que o próprio Jesus tenha tido muitas situações que o fizeram rir.
A parábola é a linguagem de novas possibilidades em aberto. Abre fronteiras. Não faz das palavras ídolos.
O bem que fizermos aos mais desprezados e sofredores, é a Ele que o fazemos, assim como é a Ele que deixamos de fazer, quando não socorremos os que sofrem.
Se o principal é o sacerdócio baptismal, comum a homens e mulheres, que obstáculo poderá existir, de ordem teológica, para que seja impossível conferir o sacramento da Ordem às mulheres?
A teologia é uma vigilância da linguagem para não ceder à ilusão de meter Deus dentro dos nossos conceitos transformando-O num ídolo.
Fátima consolida-se, cada vez mais, como um constante apelo da paz no meio das guerras. O que parecia um nacionalismo pretensioso – Altar do Mundo – tem-se revelado um verdadeiro encontro de povos.
Os Actos dos Apóstolos, que deviam mostrar a conversão dos discípulos para continuarem a missão de Jesus, acabaram por mostrar que eles desejavam o que Jesus rejeitava.
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