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Professor do Ensino Secundário; Militante do PS
Os portugueses parecem optar, em grande parte, entre uma página em branca sem substância, Gouveia e Melo (e não seria já, Marcelo, a sua antecipação?), e um “facho” de subúrbio, Ventura.
Carlos Moedas defendeu no congresso do PSD que “a extrema-direita e a extrema-esquerda são cancros das nossas democracias” e que o PS “se está a chegar cada vez mais ao extremo da esquerda”.
Que os partidos queiram alterar a proposta de Orçamento é a coisa mais normal do mundo democrático e é chocante ouvir e ler tanta gente a questiona essa prerrogativa constitucional.
Com menos de um por cento do PIB ter-se-ia dado o sinal adequado da valorização dos professores, dos polícias e militares e dos funcionários judiciais.
Argumentar que se tem que tratar a carreira docente do mesmo modo que a carreira de técnico superior da administração pública é querer acabar com a carreira docente.
Pedro Nuno Santos parece emergir, apesar das responsabilidades, como um ativo de uma mudança no PS, a desenvolver através de um programa crescentemente progressista, face a um PS radical-centrista.
António Barreto é a favor, como Bolsonaro e a extrema-direita em geral, de uma “escola sem política” e sem valores, o que constitui um velho e estafado truque de uma escola com a política e os valores do reacionarismo ultraconservador.
Os subscritores do presente apelo consideram que a passagem dos atuais debates quinzenais com o primeiro-ministro a uma vez em cada dois meses representa um recuo indesejável e incompreensível.
Os professores são essenciais ao atual estado de coisas, a escola é essencial à nossa vida democrática, mas não a podemos submergir em fetichismo e normativização digital e tecnológica que, mais do que libertar, nos aprisiona a todos.
Ninguém se vigia bem a si próprio. Mas porque deveríamos, então, enfaticamente, substituir-nos ao polícia em vigiarmo-nos, como se fôssemos ele?
Para manter e aprofundar o segredo precisamos das ciências sociais, da filosofia e da literatura, contra e limitando a tecnociência, ainda que sem tecnofobia.
Vivemos uma interrupção. Adaptemo-nos a isso sem transformar o anormal em novo normal, sem fetichismos que separem o nosso desejo da coisa verdadeiramente desejada: um país e um sistema de educação justos e decentes, intelectualmente honestos, que não transige da ideia de igualdade e que não deixa ninguém para trás.
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