Os leitores são a força e a vida dos jornais. Contamos com o seu apoio, assine.
Os leitores são a força e a vida do PÚBLICO. Obrigado pelo seu apoio.
Advogado. Colunista do PÚBLICO
O PS vive hoje numa situação de ambiguidade fundamental sobre qual a atitude a ter neste tema.
A infeliz coincidência de Keir Starmer se ter demitido no décimo aniversário do referendo foi mais uma oportunidade para exercitarmos este tipo de pensamento mágico.
O público compreende bem que os espectáculos dos Massive Attack são uma mercadoria especial. E sabe que existe uma diferença fundamental entre a arte política, e a política propriamente dita.
Se o radicalismo de direita tem cada vez mais influência, um órgão de comunicação não pode ficar impávido perante ele sem sentir a obrigação de o compreender e explicar.
Porque é que os que criticam Kanye West e Sydney Sweeney não criticam Bad Bunny? Porque há uma parte do feminismo que em primeira linha não está ao serviço da emancipação da mulher.
Se Passos se recusa a nomear os culpados dos problemas que aponta, é muito difícil saber quais as atitudes concretas que, na sua opinião, nos estão a fazer mal.
Num episódio especial do podcast Soundbite analisamos o panorama da direita em Portugal. O convidado é o colunista do PÚBLICO Francisco Mendes da Silva.
A transferência de votos da primeira para a segunda volta das presidenciais, dos candidatos da direita para António José Seguro, mostra-o sem grande margem para dúvidas.
O diálogo segue agora para o Parlamento. E segue com mais uma presunção caduca – a de que as leis do trabalho poderão ficar seriamente mais liberais se um eventual acordo for feito à direita.
A ligeireza do futebol é um bálsamo contra o peso dos dias. É possível sermos ludicamente fanáticos no futebol e sermos moderados e racionais nas matérias mais solenes da existência.
Se Pedro Nuno limita o PS, o PS também limita Pedro Nuno. Para o objectivo de unir toda a esquerda, o seu posto de comando não pode ser no PS. Tem de ser na esquerda à esquerda do PS.
Na reforma laboral, Seguro passa a imagem de que é hoje, afinal, o maior aliado do Governo.
Esta guerra é um atoleiro estratégico e moral, uma futilidade criminosa que já provocou muito mais danos do que os potencialmente poderia evitar.
Uma Constituição que já deu para a liberalização e privatização de tantos sectores fundamentais não é uma Constituição socialista. É uma Constituição típica de uma economia de mercado.
A ambiguidade de uma obra de arte também serve para alertar para a falta de linearidade da natureza humana. Retirar-lhe a ambiguidade é privá-la da sua intemporalidade.
Ninguém sabe o que se lá passa, se é que se passa alguma coisa, nem se aguarda que tão cedo de lá brote o que quer que seja.
A vitória inesperada dos Verdes em Manchester é a consequência lógica de a insurgência anti-sistema ser uma das dinâmicas eleitoralmente mais produtivas da política actual.
Se tivermos a ilusão de que todos os comportamentos podem ser conhecidos ou antecipados, muita gente acreditará que não precisamos dos processos minuciosos e vagarosos do Estado de direito.
Imagino que Passos vislumbre duas hipóteses. Em ambas, a união das direitas, incluindo o Chega, seria concretizada sem correr o risco de ter de ser sufragada em eleições.
Trump fez um post triunfal sobre o anúncio de Sweeney, porque simbolizava a derrota da cultura “woke”. Já com Bad Bunny, teve um surpreendente ataque de decoro e puritanismo.
Ocorreu um erro aqui, ui ui