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Professora do 1.º ciclo
A realização de atividades manuais, cuja aprendizagem e execução é dilatada no tempo, permite acalmar, desacelerar, recentrar a atenção, desenvolver a persistência e robustecer paciência.
Não podemos ignorar que, quando as crianças comunicam desta forma, por algum motivo é. E, na minha opinião, o motivo é simples: as crianças falam assim porque pensam assim.
Urge alterar a visão negativa que temos dos chamados tempos “mortos” ou dos momentos de alguma natural solidão. Estes desempenham um papel relevante para ajudar “a crescer, a pensar e a refletir.
Não podemos fazer com que uma árvore ou uma planta cresça com a velocidade que desejamos, só nos restando ficar a aguardar que se vá desenvolvendo, mês após mês, ao ritmo das estações do ano.
Chegámos a um ponto em que aquilo que não parece faltar às crianças é a autoestima. Mas será que essa autoestima aparentemente tão robusta é verdadeiramente sólida?
O que terá mais impacto para o desenvolvimento de uma postura antibélica? A familiarização com imagens do horror ou uma formação baseada nos valores.
Não é difícil perceber que os primeiros alunos a serem atingidos pela falta de apoio são os oriundos de famílias com menos recursos económicos, que não têm possibilidade de pagar explicações.
Para evitar esta onda consumista, pode ser positivo que os adultos combinem antecipadamente o número de prendas que cada criança vai receber, distribuindo-as pelos familiares que as vão oferecer.
A escolha do método de iniciação à leitura e à escrita não é inócua, tem por detrás a conceção que se tem da própria leitura.
É evidente que as famílias têm toda a legitimidade para educarem os seus filhos de acordo com as suas crenças, valores e opções. O que já não me parece legítimo é que pretendam impor aqueles à escola.
A entrada na idade adulta é, muitas vezes, encarada como uma renúncia às esperanças e aos sonhos, que implica que aceitemos os limites da realidade e nos resignemos.
Os temas abordados no currículo da disciplina de Educação para a Cidadania não entram nas escolas por via curricular: dão entrada pela porta da vida.
Nas famílias, assiste-se a uma crescente dificuldade em definir limites e em fazer cumprir regras, o que tem impacto nas escolas.
Seja qual for o método utilizado para a aprendizagem da leitura, é fundamental a sua eficácia. Ser capaz de ler de forma fluente (…) está na base da compreensão leitora e do prazer na leitura.
Quando entram na escola, as crianças vêm com uma grande expectativa quanto à aprendizagem, particularmente da leitura e da escrita, julgando que esta vai ser quase imediata, como num passe de magia
Jamais na história da humanidade o indivíduo teve tanto tempo para si próprio. Paradoxalmente, esse tempo também se tornou um problema, pois não estamos preparados para tal abundância.
Basta consultar alguns blogues sobre viagens para ficarmos impressionados com o poder de disseminação da síndrome dos viajantes apressados, que se baseia no princípio da corrida contra-relógio.
Nas questões da aprendizagem é fundamental saber dar tempo ao tempo, insistindo nas áreas em que as crianças revelam fragilidades e transmitindo-lhes confiança na possibilidade de as ultrapassarem.
A solução para resolver o problema da falta de professores ao longo do tempo passa, inevitavelmente, pelo rejuvenescimento da profissão.
O recrutamento de outros profissionais para a docência configura um descrédito para a profissão, ao minimizar a importância da Pedagogia e das didáticas para a qualidade do ensino.
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