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Professor de Sociologia e Estudos Africanos, Universidade de Basileia
“Volta para a tua terra” não responde a um argumento. Não discute factos, não confronta razões e não corrige diagnósticos. Limita-se a declarar o outro interlocutor ilegítimo.
Conversa com Francisco Noa a propósito da reedição, 24 anos depois, de Império, Mito e Miopia: Moçambique como Invenção Literária. Na primeira parte: a situação no Mali e as eleições em Cabo Verde.
Portugal é bom a mover-se no mundo porque aprendeu a viver sem poder excessivo. Mas essa aprendizagem não garante, por si só, a capacidade de se compreender.
Falamos sobre a viagem de Leão XIV e da prisão ilegal do líder do PAIGC na Guiné-Bissau. A entrevista é com a cabo-verdiana Dina Salústio, cujo primeiro romance tem edição portuguesa 28 anos depois.
“A tentação, nestas circunstâncias, é adaptar-se. Simplificar para ser ouvido. Reduzir para competir. Responder na mesma linguagem para não perder terreno.”
O director francês da Jeune Afrique diz que os africanos rejeitam concepções europeias de democracia. Angola lida mal com a memória histórica. Entrevista com o pintor e escultor Francisco Vidal.
O problema não é ter proclamado valores que não foram cumpridos no passado (...). O problema é o que se faz quando esses valores regressam, no presente, como uma exigência moral.
Conversamos com Domingos da Cruz, um dos autores do manifesto que apela a uma nova luta de libertação em Angola. E debatemos a parceria Namíbia-Rússia no nuclear e o julgamento de Venâncio Mondlane.
Os africanos de língua portuguesa amam clubes portugueses com uma intensidade que atravessa gerações, rupturas políticas, guerras, revoluções, independências e desilusões.
Falamos da nova lei sobre o colonialismo na Argélia e do impacto da guerra do Irão em África. Moçambique é dos que mais sofre. Entrevista com a presidente da Biblioteca Nacional de Cabo Verde.
“O risco da dupla consciência é que ela pode produzir lucidez crítica ou alimentar uma espécie de cinismo histórico permanente.”
Falamos d’O Estrangeiro de Ozon, baseado no livro de Camus, da receita à FMI para a economia de Moçambique. E entrevistamos Branca Clara das Neves sobre Casa 75, o livro de todas as independências.
Uma sociedade que tolera a desumanização no desporto está a ensaiar a desumanização na política.
Ex-ministra da Justiça guineense Ruth Monteiro pede a Portugal: “Não nos deixem sozinhos.” Falamos ainda do autoritarismo de João Lourenço em Angola e do futuro do Sara Ocidental.
Habitar a história não é apenas lembrá-la. É criar instituições capazes de reconhecer quem a pensa criticamente.
Ângelo Delgado, autor de Foi o Preto, é o nosso entrevistado deste episódio, onde também se discute o endividamento do Estado angolano e os últimos desenvolvimentos da crise política guineense.
Para alguns dos portugueses que emigraram, o voto na extrema-direita não é uma convicção ideológica articulada, mas uma resposta talvez tardia a um país que lhes falhou.
Conversa em torno de um texto de Achille Mbembe e do primeiro ano de mandato de Daniel Chapo. Entrevista com Eugénio da Costa Almeida sobre um livro com testemunhos de 50 anos de independências.
A História é cruel, mas não é inútil. Ela cria um destino comum, ainda que de forma desigual.
Neste episódio entrevistamos a poetisa angolana Ana Paula Tavares a propósito do prémio Camões e discutimos a questão da Guiné-Bissau e os principais acontecimentos que poderão marcar o ano em África.
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