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Advogado
Luís Montenegro navega nos ventos da chantagem política. Sabe que a moção de confiança é o biombo para esconder as eleições que quis provocar e não tem coragem de assumir.
Dada a confrangedora ignorância político-cultural, Trump olha para os diferentes países como para as suas Torres na 5.ª Avenida de NYC, isto é, como oportunidades de negócio.
Nos EUA e talvez pela primeira em toda a História a esmagadora maioria dos novos governantes são escolhidos exclusivamente pelo peso do seu poder económico.
Portador de ambição desmedida, sublevou-se contra o candidato do PS à Presidência, o impoluto e amigo de décadas Salgado Zenha. Mais tarde, com Manuel Alegre, de novo se rebelou contra o PS e o amigo.
Sem os milhares de milhões dos donativos aos candidatos não haveria a tal “democracia” a encher os ecrãs de todo o mundo à custa de publicidade paga.
Até que Israel ponha termo à ocupação dos territórios palestinianos e reconheça a autodeterminação do povo palestiniano não haverá paz.
Venceram as ideias de que só é pobre quem quer. A pobreza é da exclusiva responsabilidade dos pobres. A sociedade é uma invenção, o que existe são indivíduos que têm de competir entre si.
China, Rússia, Índia, Brasil, África do Sul, Irão e Arábia Saudita (quem diria) juntam-se para participar no estabelecimento de regras que permitam a todos respirar sem asfixias.
Coragem é não ter medo da paz. E há, apesar de tudo, quem resista. Aí reside a esperança, na força dos que se não vergam às narrativas belicistas.
Já não é apenas a crónica incontinência verbal. Marcelo Rebelo de Sousa precisa de atear fogueiras para as apagar com novas achas.
Depois do eventual braseiro nuclear na Europa será melhor ficar a China e os EUA a negociarem a “divisão” do mundo ou em guerra? Que falem os que estão calados.
As emoções não estão viradas para os palestinianos que já “aceitamos” não serem exatamente iguais a outros seres humanos com o estatuto e a estirpe de ocidentais.
A Europa está em guerra e na Europa pouco se fala de paz, salvo o Papa Francisco.
Tenho consciência do falhanço de um modelo totalitário que acabou conspurcando o ideal socialista. Mas atenção, todo o caminhar humano é imperfeito. Até o da Igreja, onde estariam os mais “puros”.
Vivemos um período de sérios riscos quanto ao futuro da democracia em Portugal. Talvez um grande número de portugueses não se tenha dado conta. Não é tarefa para apenas um ou dois atores partidários.
Até Sua Exa, o Presidente da República, resolveu fazer de extremista e pedir moderação, com o argumento de que Israel comete aquela barbaridade porque os palestinianos estavam a pedi-las e começaram.
A guerra na Ucrânia tem tendência a alargar os seus limites, este é um perigo muito sério a ter em conta.
O espaço de intervenção dos atores políticos obrigou-os a acotovelarem-se para ganhar audiência. Quase só existe o que faz muito ruído e o que os media noticiam.
Tem a coragem de se pronunciar pela abolição das armas nucleares e de se empenhar na defesa da paz na Europa e na denúncia das políticas anti-imigração, que fazem do Mediterrâneo um cemitério.
Vivemos tempos que ofendem os melhores valores da democracia, como se a liberdade servisse para os gananciosos abocanharem o que lhes não pertence até ficarem prisioneiros de tanta ganância.
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