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Professora ESE-IPS e investigadora CIES-IUL
Espero que não venha a dar-se o caso de termos mais condenações de antirracistas por difamação do que de racistas por discriminação étnico-racial.
Mais cedo ou mais tarde, surgirá uma diretiva europeia e, pela crescente influência do Brasil (onde este debate tem outro fôlego), a própria CPLP algo terá a fazer.
A ideia de que se tratou de uma revolução “quase sem derramamento de sangue” retira de cena os mortos e feridos em 13 anos de guerra em África e perseguição e tortura de antifascistas.
Figuras de peso da direita conservadora servem-nos um “rancho” de ideias regressivas que são um ataque às conquistas das mulheres e das pessoas LGBTQIA+.
Como irá a esquerda responder ao cataclismo de domingo? Será que, para recuperar eleitores, irá optar por “se endireitar”?
Será das alianças entre movimento antirracista, imigrante, luta de classe e sindical, feminista, LGBTQIA+, ambiental e pela habitação que surgirão as alternativas políticas necessárias.
A forma desigual como o Chega trata capital estrangeiro e trabalhadores imigrantes ilustra bem o que o move.
Não existirão mecanismos legais, que a CML possa mobilizar, de combate a uma manifestação assumidamente islamofóbica, mas também aos grupos que estavam organizá-la?
Olhei para o rosto da estátua e pareceu-me ver aquele meu antepassado com um sorriso meio jocoso, meio sereno, de quem não desconhece as contradições políticas lisboetas.
É difícil compreender como é que um inquérito que surge para dar resposta à ausência de informação sobre diversidade e desigualdades étnico-raciais em Portugal acaba por não aprofundar estas questões.
Teremos uma geração com dimensão relativamente expressiva de portugueses de origem sul-asiática que nos recordarão do que fizemos (e não fizemos) quanto ao racismo e xenofobia de que são alvo.
O decorrer e o desfecho deste processo judicial e político serão um barómetro importante sobre o quão as “vidas negras importam” em Portugal.
Ninguém registou que as vitórias musicais retumbantes da Sara, eram também vitórias no reconhecimento da nossa humanidade.
Esperemos que a condenação de Mamadou Ba possa contribuir para a consciencialização da população quanto ao racismo na sociedade portuguesa.
Dá-se o caso insólito de serem mais os media brasileiros mainstream a divulgar um caso ocorrido em Lisboa, no Festival MIL, do que os media nacionais.
Já adivinhávamos que não ia ser fácil, mas não deixa, mesmo assim, de ser absurdo o desfecho que parece avizinhar-se, já no próximo dia 20 de outubro.
Dizer que o cartoon nada tem que ver com a sociedade portuguesa é um desserviço ao combate ao racismo em Portugal e uma cedência, que não podemos fazer, ao medo.
A responsabilidade é do Ministério da Educação, seja pelo seu papel na regulação dos manuais, seja por ser a entidade responsável pela escola pública e o que nela se passa.
É grave que o conde de Ferreira continue a ser apresentado como um benfeitor. É inadmissível que se continue a fazer de conta que não se sabe das origens escravocratas da sua “caridade”.
Por vezes na crítica ao colonialismo (neste filme, como em várias exposições sobre fotografia colonial) há a crença de que expondo sem pudor a violência se consegue suscitar uma desconstrução crítica.
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