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Economista e gestora
Por muito que custe, um dos principais problemas políticos e governativos é não se querer saber muito. Não há empenho suficiente para mudar, para deixar impacto.
É essencial reconhecer a diversidade de percursos e motivações, respeitar a liberdade de escolha e garantir um quadro legal que proteja sem punir, que incentive sem distorcer
É perturbador que o Conselho Nacional de Educação enverede por este caminho, quando o caminho da exigência e da excelência é o contrário.
Não podemos dizer que queremos inclusão de manhã e à tarde dizer que, afinal, somos contra este tipo de medidas.
Há que encarar o facto de que uma sociedade coesa e solidária passa por valores comuns, e esses têm de ser partilhados. Inclui direitos das crianças, mulheres e liberdade individual.
Só uma sociedade informada pode equilibrar os avanços tecnológicos com a proteção dos direitos fundamentais, fortalecendo a democracia e promovendo escolhas verdadeiramente livres e conscientes.
Andamos tão entretidos a elogiar a geração mais preparada de sempre ou em tertúlias messiânicas que parece haver um apagão sobre a incapacidade de quase meio país de interagir com o que o rodeia.
É necessário explorar soluções para a Segurança Social, construir consensos e planear uma transição para um novo modelo-previdência, assente também na poupança individual.
Cada um de nós precisa de assumir uma parte ativa na construção das suas próprias redes de segurança financeira. Um pilar de capitalização não é uma questão ideológica, é parte da solução.
Aa superação da pobreza requer mais do que redistribuição.
Este texto não pretende ser um genuflexório perante a baixa de impostos. É sobre competitividade, é sobre simplificação e é sobre fundamentação das políticas.
Continuamos a reger-nos por parangonas como se fossem grandes verdades. “A geração mais preparada de sempre” é uma delas: mas afinal qual é a geração que não é mais preparada do que a que a antecede?
O número de deputadas tem vindo a baixar, tem diminuído o comentário político televisivo feminino e nas autarquias os números também não correspondem às quotas (sou manifestamente contra).
A esperança média de vida em Portugal é de 82 anos. A mesma da UE. Mas os anos de vida saudável em Portugal são apenas 58, menos seis anos do que a média europeia.
A discussão entre ensino público e privado continuará. Enquanto uns se digladiam pela luta ideológica, a prática faz com que a procura por escolas privadas bata recordes em democracia.
É necessário ter sentido de urgência diante da falência de diversos serviços públicos, conflitualidade na rua e decisões estruturantes, desde o aeroporto às infraestruturas de água.
É essencial reconhecer que os profissionais liberais enfrentam desafios significativos em relação ao usufruto dos direitos de parentalidade, em comparação com os trabalhadores por conta de outrem.
Quem não se sabe avaliar a si próprio, como avalia os outros? Como é que o sistema de ensino prepara um país a quantificar, monitorizar, avaliar?
Os retratos usuais são de uma juventude presa ao sofá, abstencionista, desiludida e em estado de pré-emigração. Mas o que vimos foram milhares a rejubilar com energia reformista que falta mobilizar.
A degradação da escola pública é evidente, e falar dela não é denegrir e nem estigmatizar – é não desistir de lutar por algo que queremos e merecemos melhor.
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