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Economista e gestora
A solução para a crise constante que nos afecta é a reforma das ofertas. Esta nem é uma questão ideológica ou uma visão liberal ou economicista.
Não se trata de uma questão ideológica ou política. Pelo contrário, trata-se de uma questão de racionalidade económica e territorial nas decisões de investimento.
Uma fraca diferenciação entre níveis salariais não premeia o mérito. Não o mérito entendido como uma corrida elitista ao topo, mas o mérito simples e fundamental.
Há momentos em que a ausência de maioria não é um bloqueio, mas um teste. Um teste à capacidade de se assumir riscos em nome do futuro.
“Amanhã”, no Parlamento, as forças continuarão iguais.
Temos um a dois anos para acelerar melhorias na PAC e, em Portugal, introduzir camadas de reforma, nomeadamente nas políticas da água, da floresta e do ordenamento do território.
Vamos ver agora na segunda volta se Ventura tem, ou não, os índices de rejeição que surgem nos estudos, ou se é, ou não, um líder para a direita.
O instrumento, que deveria ser razoavelmente neutro, em vez de medir, passa a induzir; em vez de informar, passa a sugerir ; em vez de refletir a realidade, começa a moldá-la.
O ranking da The Economist não captura a complexidade do desafio económico e empresarial que Portugal enfrenta. Pode ser motivo de celebração, mas não é um indicador fiável.
O debate sobre a Segurança Social passou a ser contínuo, mas intensificou-se com as recentes propostas da Comissão Europeia.
Talvez a dissociação entre o que se diz e o que é esteja a constribuir para afastar mais os jovens da participação eleitoral.
A verdadeira reforma da Saúde não se faz com mais centralização, mas com mais liberdade de escolha, responsabilidade e concorrência.
Não é por se estar com a mão no peito a dizer “reformas” que se é reformista, e não é certamente com manifestações de virtude entre três mil propostas que se muda o país.
Se um partido não consegue, sozinho, estar presente no país como um todo, vale a pena ver se acabou por ser urbano-centralista por escolha, por características internas ou por falta de maturidade.
De certa forma, as autarquias perderam a capacidade de manter uma avaliação crítica e permanente sobre si próprias.
Não é possível ter a escola como espaço de liberdade, de crescimento e preparação para uma plena cidadania sem a dimensão da literacia digital e informacional.
O país precisa de uma estratégia para a produtividade assente em três pilares: educação e qualificação; inovação e tecnologia; e reformas estruturais que melhorem a eficiência do Estado e da economia.
Pela recuperação do Estado social e pagamento de pensões, pela reconversão económica, pela defesa e pela reconstrução da Ucrânia, a UE precisa de muito dinheiro. Urge mobilizar o mercado de capitais.
O problema não está nas decisões individuais, mas num modelo de desenvolvimento assimétrico, que concentrou recursos e investimento, negligenciando a competitividade e atractividade territoriais.
Há temas cuja vontade de mudança está acima dos partidos ou dos governos conjunturais. Trabalhar com foco e desígnio, e perguntar: “E se corre bem?”
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