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Professor do IST e presidente do INESC
Portugal tem sido dos países que melhor tem usado estes fundos para fazer da excelência científica um motor de crescimento económico.
Regressa-se ao velho mundo com a percepção de que a ambição de desenvolvimento na Ásia não tem paralelo com a Europa, e regressar a Lisboa é como um regresso do futuro.
Para além de questões mais técnicas e legais, já de si muito complexas, há uma questão moral mais profunda: até que ponto é aceitável automatizar a violência?
Portugal é o país onde existe uma maior diferença entre a percepção da corrupção (elevada) e a corrupção medida pelas experiências directas (baixa).
É de esperar uma progressiva e relativamente lenta adopção das tecnologias de inteligência artificial no mundo empresarial e no Estado.
Se as taxas de natalidade permanecerem persistentemente abaixo do nível de substituição, as consequências ao longo do século XXI serão profundas.
É racional alimentar a expectativa que os benefícios futuros que poderemos derivar da inteligência artificial venham a ser significativamente superiores ao seu (negativo) impacto ambiental.
Nunca o Relógio do Juízo Final esteve tão próximo da meia-noite como agora. Talvez seja tempo de abrir, novamente, os canais de comunicação entre pessoas que pensam de forma diferente.
Num futuro talvez não muito distante, os sistemas de inteligência artificial poderão vir a ser mais capazes do que os sistemas que hoje criam novo conhecimento científico: os cientistas.
Não existe ainda uma demonstração cabal que seja possível desenvolver computadores quânticos com a dimensão necessária para serem úteis.
Que o novo observatório, no cimo de uma montanha no Chile, tenha recebido o seu nome é uma justa homenagem à vida e às contribuições desta cientista.
No cerne do debate entre o paradigma dos centauros e o dos ciborgues está uma tensão profunda entre potenciar e aumentar, por um lado, e substituir ou mesmo assimilar, por outro.
É inevitável (e algo confrangedor) o estabelecimento de alguns paralelos entre as sociedades democráticas de hoje e a sociedade imaginada por Huxley.
Ao disponibilizar o código fonte dos seus modelos, a DeepSeek permite que qualquer empresa os use e incorpore com custos muito reduzidos e sem os problemas de segurança de outros modelos.
Não é comum existirem, entre os peritos de uma área, opiniões tão diametralmente opostas sobre as vantagens e riscos de uma tecnologia específica, neste caso a Inteligência Artificial.
O mundo tecnológico e financeiro parece ter sido apanhado de surpresa pelos resultados apresentados pela empresa chinesa DeepSeek.
Uma cantora de ópera não é mais produtiva agora do que era há dois séculos, uma vez que continua a cantar apenas uma ópera por noite.
Em apenas dois anos, a disseminação viral do entusiasmo pelo ChatGPT mudou radicalmente a percepção que a sociedade tem das tecnologias de inteligência artificial.
Talvez nenhum outro cientista na história da humanidade tenha feito tantas e tão relevantes contribuições, em campos tão diversos, como John von Neumann.
As tecnologias de IA, falíveis como ainda são, representam já uma ferramenta muito útil para aumentar as capacidades de cada um de nós.
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