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“Não há nada novo debaixo do Sol”: nunca antes esta sentença do Eclesiastes tinha sido tão perfeitamente literalizada.
Devemos olhar esta expansão ilimitada do comentário político não como uma tragédia, mas como uma paródia — a paródia da política, o seu momento carnavalesco.
A microhistória foi o grande empreendimento desta figura gigante da investigação histórica que se serviu de ferramentas das ciências humanas e dos estudos literários. Tinha 87 anos.
Já não há caracóis, estes moluscos ranhosos desapareceram. Só já aparecem cozinhados, em tascas e restaurantes, vindos de viveiros. Ilustram perfeitamente a “economia do enriquecimento”.
Projectar o amor ou a reverência perante essa entidade abstracta chamada “valores da humanidade” é uma ideologia pela qual ninguém troca o seu gato, o seu cão, a sua tartaruga.
Atravessou a tragédia do século XX, agiu como um sismógrafo detectando com agudeza as tendências da época, funcionando como um alarme que nos adverte dos perigos. Foi um nosso contemporâneo.
No negócio dos livros vigora uma estranha regra: à medida que se acentua a crise, cresce o número de novos títulos editados.
Trump sonha com uma arte da eternidade, meio grandiosa, meio de pacotilha, evidentemente aludindo ao neoclássico, bem à medida da estética de todos os fascismos.
A que género pertence este livro que acrescenta um nível narrativo ao texto dramático?
Fala-se em crise ou recessão sexual. As apps para procurar parceiro e a pornografia deviam, à partida, promover a passagem ao acto. Mas não é o que acontece.
Só tenho pena de não poder colocar os carrascos perante o meu juízo severo, apontar-lhes os crimes e recitar-lhes os nomes de uma lista enorme de ex-colegas cuja vida a escola amputou para sempre.
O Muzeu é mais um lugar de culto desta categoria laica que suscita uma devoção religiosa: a arte contemporânea.
Trata-se de colonizar o espaço? Sim, mas para proteger a Terra, não para ir viver noutros planetas. Proteger contra o quê? Contra 99% da população que nela vive.
O ethos militar tinha virtudes cardeais, como a coragem, o sacrifício, o heroísmo. Tudo isto são “valores” do passado.
A obra de Diogo Ramada Curto tem um efeito marcante, pela sua diversidade, pela sua reflexão metodológica, pelos cruzamentos com diversas áreas das ciências sociais e humanas.
O discurso de Donald Trump e de Pete Hegseth revela uma nova mística da guerra, mas em que as antigas categorias guerreiras se transformaram em categorias técnicas.
O fantasma do género tornou-se um condensador de medos e angústias socialmente organizados de modo a incitar paixões políticas.
A hegemonia cultural da esquerda é uma coisa do passado.
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