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Em Portugal, onde os índices de leitura são muito baixos, editam-se, no entanto, cerca de 20.000 livros por ano.
Os “valores europeus” não têm nada que ver com aquela terra de onde veio Paul Celan, “onde viviam homens e livros”.
João Pedro Cachopo lê A Montanha Mágica, de Thomas Mann, como um livro “para o nosso tempo”.
A política passou a ser vista como uma coisa grosseira, uma vulgaridade de criaturas retardadas que tratam o povo como crianças.
A crise transnacional da habitação alastra em sentido inverso ao da demografia: a população diminui, mas a falta de casas aumenta.
Como ninguém quererá prescindir das conquistas tecnológicas e como a Terra é finita, a corrida às “terras raras” é o motivo de uma guerra que já está anunciada.
A acumulação de riqueza, até limites absolutamente irracionais, muito para além de satisfazer uma felicidade individual ou uma utilidade colectiva, tornou-se um fim em si mesmo.
O sonambulismo diagnosticado por Hermann Broch torna-se apto a revelar as causas e as disposições psicológicas individuais que levam à adesão maciça a um regime totalitário.
O neo-reaccionarismo a que estamos a assistir dá às massas forma de expressão, mas seguindo o modo de as organizar próprio do fascismo.
A psyché protofascista exprime-se através das fantasmagorias machistas.
A catástrofe ambiental é parte da nossa realidade quotidiana: os fogos em Los Angeles são a continuação de uma relação louca com o mundo, uma continuidade fundada numa permanente descontinuidade.
Ser ao mesmo tempo ministra da Cultura e declarar guerra ao “meio” é uma impossibilidade lógica.
As pessoas de idade começam a ter lugar importante nos discursos teórico e político. Essa categorização política está implícita na “generosidade” com que os governos tratam esta imensa minoria.
Uma imensa fila de corpos encostados à parede pela necropolícia, num bairro habitado maioritariamente por migrantes, serve para mostrar corpos que perderam todo o seu poder, socialmente mortos.
Viena, que nas primeiras décadas do séc. XX deu ao mundo uma grandiosa constelação de génios, é definida como “cidade das ideias” por Richard Cockett. Um epíteto feliz, mas complexo.
A agricultura, a pecuária, a pesca, a floresta, os transportes, os combustíveis – tudo é subsidiado, tudo beneficia de elevados orçamentos de instituições estatais. Até a tourada.
É possível reconstruir a Notre-Dame? Sim, como ficou demonstrado. Mas o que não é possível reconstruir é a sua aura de sacralidade.
Entreguei o saco com alimentos às criancinhas sem fome para as famílias com fome. Fi-lo a contragosto, convicto de que o meu gesto caridoso alimenta apenas a lógica que perpetua a fome.
É a direita securitária, xenófoba, neoliberal e filisteia que agora ganhou o poder de difundir as suas histórias – como se viu em todo este cenário criado para a comemoração do 25 de Novembro.
Elon Musk é um titã que desembarcou no nosso tempo para mostrar sem pudor o que é o capitalismo extremo e como o seu arquétipo está para além do humano.
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