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Sociólogo
O grande problema não é o montante, mas a rapidez do crescimento. Não há aspecto da vida nacional que não seja afectado, mal ou bem, por estes fenómenos.
O PSD e o seu presidente copiam o MAGA do Trump, o da América maior e o da América novamente Grande, mas não têm a força dele, nem os porta-aviões, muito menos os dólares ou as empresas.
O bom governo exige tempo e serenidade, não sofreguidão e artimanha. Os arranjinhos poderão disfarçar o inevitável, mas não conseguirão evitá-lo.
É pena que não haja possibilidade de fazer uma boa revisão da Constituição. Se assim for, o melhor é que não haja nenhuma. Ficará para a próxima.
Formulado pela Igreja, com força e carácter de doutrina, o pensamento desta encíclica pode ficar na história como o das suas antecessoras mais famosas.
Infelizmente, o nosso sistema político não foi idealizado para favorecer as maiorias e a estabilidade. Parece que tudo foi feito para ajudar os governos minoritários.
O poder despolitizou-se. A sua fonte é o dinheiro e a força. É quase ridículo falar de doutrina ou de valores sociais.
A História contemporânea parece ser uma caminhada rápida para a concentração de poder. Até a América, grande bastião da liberdade, parece soçobrar.
Governar em tempos de crise exige muito trabalho, diálogo, autoridade e democracia. Não exige, não pede, é até incompatível com propaganda. O superficial e o fútil não tratam. Agravam.
A superioridade da democracia é total. Nem três Salazares conseguiriam esconder a verdade, nem três Venturas seriam capazes de inventar factos.
De Saramago aos museus do 25 de Abril e dos Descobrimentos, os portugueses, ou antes, as autoridades não saem bem desta história.
É possível definir as metas de um governo de união para os anos que faltam para completar a legislatura.
A Constituição é feia e grande. Foi feita por gente decidida a organizar a vida dos outros em vez de deixar viver. Mas foi um milagre. Salvou a democracia. Conservou o melhor da revolução.
Os três, PSD, Chega e PS, precisam de se olhar melhor ao espelho. Eles não sabem, não se dão conta do mal que estão a fazer ao país e à liberdade.
Há ricos e pobres. Brancos e negros. Cristãos e muçulmanos. Judeus e gentios. Um sem-fim de diferenças e divisões. Mas há uma divisão que se sobrepõe a todas: entre democratas e não-democratas.
Considerar a bondade e a utilidade de um governo minoritário, hoje, em Portugal, é incompreensível.
Vai haver crise política? Talvez. Quando? Não se sabe, mas brevemente. Porquê? Esta é a questão
Salvo melhor informação, ou salvo prova em contrário, o Governo português foi ultrapassado e esquecido, ou antes, ignorado.
Deveria deixar-se aos pais o essencial da educação, que sejam eles a determinar o que é bom e o que é mau para os seus filhos.
Chamem-lhe o que se quiser. Central, com ou sem bloco. Coligação ou aliança. O nome é trivial. O que interessa é o Governo de duração garantida, de maioria inequívoca e de programa moderado.
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