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Fala-se em crise ou recessão sexual. As apps para procurar parceiro e a pornografia deviam, à partida, promover a passagem ao acto. Mas não é o que acontece.
Só tenho pena de não poder colocar os carrascos perante o meu juízo severo, apontar-lhes os crimes e recitar-lhes os nomes de uma lista enorme de ex-colegas cuja vida a escola amputou para sempre.
O Muzeu é mais um lugar de culto desta categoria laica que suscita uma devoção religiosa: a arte contemporânea.
Trata-se de colonizar o espaço? Sim, mas para proteger a Terra, não para ir viver noutros planetas. Proteger contra o quê? Contra 99% da população que nela vive.
O ethos militar tinha virtudes cardeais, como a coragem, o sacrifício, o heroísmo. Tudo isto são “valores” do passado.
O discurso de Donald Trump e de Pete Hegseth revela uma nova mística da guerra, mas em que as antigas categorias guerreiras se transformaram em categorias técnicas.
O fantasma do género tornou-se um condensador de medos e angústias socialmente organizados de modo a incitar paixões políticas.
A hegemonia cultural da esquerda é uma coisa do passado.
Por mais que António Lobo Antunes tenha reivindicado a condição de grande escritor, certamente que acharia inconveniente ser elevado a Grande Escritor em estado superlativo.
O campo é agora um cenário de experimentações genéticas e agrícolas, com “parques” de ruralidade conservada ou produzida para vender a urbanos nostálgicos.
Numa alta instituição universitária, a nossa língua já está perdida e foi substituída por uma outra que adivinhamos facilmente qual é: o basic English.
A experiência do prazer é política, tal como a dimensão dos afectos, apesar de completamente omitida no discurso político contemporâneo.
As zonas designadas por “interior”, quando não são completamente desertas, transformam-se em coisa junk.
Quem acha que não é legítimo identificar certas manifestações actuais com o fascismo não entende a regressão senão de uma maneira ingénua.
Antigénero, antifeminismo, anti-imigrante, antidemocracia e outros anti. O ressentimento fornece a energia vital para a proliferação dos novos fenómenos de cariz autoritário.
O romance tornou-se um género parasitário que absorve quase por completo toda a literatura. Ele é o cancro da literatura.
As actuais condições de possibilidade da actividade política não conseguem gerar senão os políticos e a matéria política com que estamos confrontados.
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