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O romance tornou-se um género parasitário que absorve quase por completo toda a literatura. Ele é o cancro da literatura.
As actuais condições de possibilidade da actividade política não conseguem gerar senão os políticos e a matéria política com que estamos confrontados.
A expansão das inteligências artificiais e a proliferação dos regimes hiperautoritários são dois fenómenos que se alimentam reciprocamente.
São as massas desfavorecidas que alimentam movimentos políticos contrários aos seus interesses objectivos.
A direita nem precisa de ser extrema para dizer “Portugal não é o Bangladesh”. A sua percepção não abrange o Bangladesh, a não ser que o Bangladesh emigre para Portugal.
Os imigrantes são considerados factor logístico, como as máquinas, as ferramentas, as infra-estruturas. Estão em todo o lado em que o trabalho físico não pôde ainda ser eliminado. Mas são invisíveis.
O que eu vi não foi um candidato à Presidência da República, mas uma personalidade maníaca, que me fez revisitar alguns textos básicos de Freud.
Os comentadores mostram, mesmo se não têm consciência disso, o estado de exasperação do discurso político. São convocados por um vazio que lhes coube em jeito de missão preencher.
Segundo McKenzie Wark, o poder da nova classe dominante não se baseia na propriedade e no controlo dos meios de produção, mas antes dos vectores da informação
Mais três zeros ou menos três zeros, para nós, observadores, o resultado é o mesmo, nada se altera.
Estamos imersos em guerras culturais que determinam e organizam espaços de diferença.
Portugal está cultural e politicamente organizado para resultar no consenso conservador.
Os crentes que acham intolerável a “blasfémia” de Alexandra Lucas Coelho têm de alargar a sua vigilância para além do Atlântico.
O fascismo revela um enorme poder de renascimento.
Percorrer a história do Centro Georges Pompidou é confrontarmo-nos com as condições do desencanto actual, com um despertar do sonho para os novos pesadelos da realidade.
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